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Cultura
Dia 5 de dezembro, às 18h30, no Auditório do CCCI
Capdeville XXI: Obras de teatro musicado de Constança Capdeville: Don’t, Juan / Double
Constança Capdeville
O projeto Capdeville XXI recria duas das maiores obras de Constança Capdeville para teatro musicado, com os músicos do Performa Ensemble (Helena Marinho e Jaroslav Mikus) e do Xperimus Ensemble (Alfonso Benetti, Luís Bittencourt, Patrícia Costa, João André Neves), e o bailarino José Meireles. A performance vai ter lugar a 4 de dezembro, às 21h30, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, e no dia 5 de dezembro, às 18h30, no Auditório do CCCI, no Departamento de Comunicação e Arte.

O que junta num mesmo palco Don Juan, Salvador e Gala Dalí, um contrabaixista desastrado, Albert Camus, um bailarino, Sísifo, e um mimo que se move como uma minhoca? Este é um dos mundos de Constança Capdeville (1937-92), compositora portuguesa de origem catalã, representante maior do experimentalismo português da década de 1980. Partiu cedo, “um anjo que voa baixinho”, nas palavras de Eurico Carrapatoso, deixando em todos que a conheceram uma memória de afetos, de admiração e de reconhecimento da originalidade do seu trabalho.

O projeto Capdeville XXI vem recriar duas das suas obras maiores para teatro musicado: “Don’t, Juan” (1985), uma sátira próxima do teatro do absurdo e com referências múltiplas ao surrealismo, centrada na figura mítica do sedutor Don Juan; e “Double” (1982), um jogo de duplos ou opostos como ponto de partida da teatralidade musical. Ambas as peças integravam elementos cénicos (nomeadamente as fitas magnéticas que acompanham as duas performances) que se consideravam perdidos, e que foram recuperados apenas este ano. Este projeto parte desses elementos e das indicações que Constança deixou dispersas por notas, partituras, guiões, ilustrações, para propor uma releitura destas obras; no caso de “Don’t, Juan” trata-se mesmo da primeira performance realizada depois da morte da autora.

Ao espírito de Constança juntam-se no palco os músicos do Performa Ensemble (Helena Marinho e Jaroslav Mikus) e do Xperimus Ensemble (Alfonso Benetti, Luís Bittencourt, Patrícia Costa, João André Neves), e o bailarino José Meireles, num projeto distinguido pela Direção-Geral das Artes em 2018. Esta apresentação conta também com o apoio da Universidade de Aveiro, os projetos de investigação Euterpe e Xperimus (co-financiados pela União Europeia, através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, na sua componente FEDER, e por fundos nacionais, através da FCT), em coprodução com a Casa da Artes de Famalicão, com produção de Mónica Chambel e Daniela Santos, desenho de luz de Emanuel Pereira, som de Dinis Silva e vídeo de João Valentim.

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