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Investigação
Trabalho com participação de Marisa Lousada da ESSUA
Projeto avalia Perturbação da Linguagem em crianças do pré-escolar
A investigadora Marisa Lousada
Um novo projeto com a participação do CINTESIS vai traçar o perfil neurocognitivo das crianças com Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem (também conhecida como Perturbação Específica da Linguagem) em Portugal. Os investigadores, entre os quais se inclui Marisa Lousada, investigadora do polo CINTESIS da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA), vão agora avaliar o papel da memória procedimental e declarativa em cerca de uma centena de crianças portuguesas em idade pré-escolar.

“As crianças com Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem (ou perturbação específica da linguagem), cuja prevalência estimada é de 6 por cento apresentam alterações significativas da linguagem sem uma causa conhecida (lesão neurológica, perda auditiva, perturbação do desenvolvimento intelectual). Além disso, estas crianças apresentam, frequentemente, dificuldades graves ao nível da aprendizagem da leitura e da escrita”, explica Marisa Lousada, do CINTESIS/UA.

A investigadora irá colaborar no recrutamento das crianças com esta perturbação e na orientação da avaliação da linguagem destas crianças, com recurso a instrumentos como o Teste de Linguagem ALPE.

Um dos objetivos principais é perceber em que grau os défices no funcionamento da memória procedimental podem contribuir para as dificuldades observadas nesta perturbação e em que medida mecanismos associados à memória declarativa podem ser mobilizados para compensar tais défices.

Com este projeto espera-se ajudar a criar estratégias de diagnóstico e de intervenção mais eficazes e evitar que estas crianças desenvolvam Dislexia Desenvolvimental aquando da entrada na escolaridade, como acontece em cerca de metade dos casos.

“Esperamos contribuir para um conhecimento aprofundado da Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem. Pretendemos também conhecer os marcadores que podem ajudar a identificar de forma atempada as crianças que vão apresentar dificuldades severas a nível escolar. No final, poder-se-á desenvolver programas de intervenção para crianças com esta perturbação, de modo a minimizar os efeitos ao nível do sucesso escolar”, refere Marisa Lousada.

Liderado pela Universidade do Minho, o projeto “Correlatos neurodesenvolvimentais dos mecanismos implícitos-explícitos de aprendizagem em crianças com Perturbação Específica de Linguagem: Evidência com potenciais evocados cerebrais” cuja investigadora responsável é Ana Paula Soares, tem a participação da Universidade de Aveiro/CINTESIS e do Instituto Politécnico do Porto.

 

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