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Distinções
EFCATS YOUNG GENERATION CHALLENGE 2018
Jovem investigadora da UA fez parte de equipa premiada em desafio europeu de catálise
Mirtha Lourenço, ao centro, venceu o EFCATS YOUNG GENERATION CHALLENGE 2018
Mirtha Lourenço, investigadora de pós-doutoramento do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro/Departamento de Química da Universidade de Aveiro (UA) fez parte da equipa internacional de jovens investigadores premiada no EFCATS YOUNG GENERATION CHALLENGE, de 9-11 de julho, no campus universitário de Wageningen, Holanda. O objetivo da proposta apresentada foi produzir metanol a partir de dióxido de carbono e hidrogénio.

No EFCATS YOUNG GENERATION CHALLENGE, evento organizado pela European Federation of Catalysis Societies (em português Federação Europeia das Sociedades de Catálise), participaram 30 jovens investigadores de diferentes nacionalidades (com um máximo de dois jovens investigadores por país), a grande maioria, investigadores de pós-doutoramento. As seis equipas eram formadas por membros de diversos países.

O desafio consistiu na construção de uma proposta de projeto, em dia e meio, que tentasse fazer a transição de uma sociedade baseada em reservas fósseis para uma sociedade baseada na atividade neutra de dióxido de carbono (CO2) e em que três alunos de doutoramento poderiam trabalhar em conjunto, mas sob diferentes perspetivas. A passagem para uma economia de “carbono neutro” em que o CO2 emitido é igual ao eliminado, sem perda do nosso elevado padrão de vida, pode ser feita através do desenvolvimento de processos de conversão de CO2 a baixo custo e energia, argumentou Mirtha Lourenço, investigadora do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro.

Assim, a equipa vencedora apresentou a proposta “Design of multicomponent nano-structured materials for CataLytIc CO2 conversion to Methanol (CLIMb)” que tinha como objetivo produzir metanol a partir de CO2 e hidrogénio solar (proveniente da fotoeletrólise da água).  A proposta agrupava, de forma inovadora, competências nas áreas de síntese e caracterização de catalisadores; de análise cinética; de modelação molecular; e de construção de um reator estruturado de drenagem automática. A estratégia passava pelo desenvolvimento de catalisadores multi-componentes de base metálica, para converter dióxido de carbono em metanol usando hidrogénio solar a baixa temperatura. O metanol, explicou a investigadora, armazena quase toda a energia química do hidrogénio solar e pode funcionar, tanto como combustível de elevada energia, quanto como reagente químico, podendo ser convertido noutro(s) composto(s) químico(s) de valor acrescentado.

A investigadora referiu, ainda, que apesar do trabalho ter sido desenvolvido especificamente para este desafio, todos os elementos do grupo continuam em contacto, sendo possível uma eventual candidatura a financiamento.

A equipa composta por Eleni Bletsa (Grécia), G. T. Kasun Kalhara Gunasooriya (Bélgica), Katarzyna Adamska (Polónia), Lars Kiewidt (Holanda) e Mirtha Lourenço (Portugal) não se conhecia previamente. Mesmo assim, os seus membros conseguiram articular as diferentes competências e conceber a proposta vencedora. “Foi um grande desafio!”, assinalou a investigadora do CICECO.

Mirtha Lourenço foi uma das duas jovens investigadoras portuguesas convidadas pela Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) para participar neste desafio. A outra investigadora portuguesa, Sara Realista, é investigadora de pós-doutoramento na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e integrou uma das outras equipas a concurso.

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