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Entrevistas
Antigo aluno UA - Leonardo Azevedo, licenciado e mestre em Engenharia Geológica
Um trampolim chamado UA e um salto para mundo da Geofísica
Leonardo Azevedo
Apaixonado pelo fantástico mundo da Geologia, Leonardo Azevedo, entre multinacionais petrolíferas, laboratórios de investigação e universidades, deu asas ao seu amor em França, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra. Hoje está em Portugal onde é professor universitário e cientista. Da Licenciatura e do Mestrado em Engenharia Geológica que tirou na Universidade de Aveiro (UA) garante que lhe deram todas as ferramentas para se transformar sempre que a vida profissional assim o exigiu. E ainda só tem 31 anos.

No Departamento de Geociências (DGeo)  fez a Licenciatura  e o Mestrado em Engenharia Geológica. Durante esta última formação colaborou com o Laboratório de Geologia e Geofísica Marinha da UA  coordenado por Luís Menezes Pinheiro. Esta experiência despertou-o indelevelmente para a investigação e para o surpreende mundo da Geofísica. Ainda no segundo ano de mestrado fez um estágio de quatro meses na Schlumberger, em Paris, uma das maiores companhias mundiais de serviços na indústria do óleo e gás.

Seguiu-se o Doutoramento em Georrecursos no Instituto Superior (IST) durante o qual fez um estágio na empresa Repsol, em Madrid, e esteve nas universidades de Stanford (EUA) e de Heriot-Watt (Reino Unido). No fim desta formação, e após uma bolsa de pós-doutoramento, foi project geophysicist na empresa CGG. Mas a paixão pela investigação falou mais alto e voltou ao IST como professor.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

O principal motivo prendeu-se com o desejo de uma experiência fora de casa numa universidade que já contava com uma boa reputação. Além disso, a UA pareceu-me um ótimo compromisso entre distância à terra natal e localização numa cidade com dimensão adequada para aquilo que procurava.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

O curso de Engenharia Geológica dotou-me das ferramentas necessárias para o meu percurso profissional que até agora tem sido bastante variado. Penso que isso é o mais importante em qualquer licenciatura em Engenharia, a possibilidade de ter as ferramentas para nos transformarmos sempre que seja necessário. Por estas razões, sem dúvida que cumpriu todas as expectativas que tinha inicialmente quando comecei a minha vida académica na UA. Ao mesmo tempo o ambiente entre alunos que se viva, quer dentro do campus, quer na cidade de Aveiro, permitiu tornar-me adulto e conhecer alguns dos amigos que mais prezo ainda hoje.

O que mais o marcou na UA?

O mais marcante na minha passagem pela UA, para além das amizades e de um ou outro episódio mais particular, foi o modo como o corpo docente e não docente (principalmente os funcionários da secretaria) do DGeo sempre ajudou e integrou os alunos que ali frequentavam as suas licenciaturas e mestrados. Talvez pelo reduzido número de alunos, o funcionamento do departamento ajudava bastante a nossa vida de aluno. Era como se fôssemos todos uma família numerosa e isso ajuda, quer a passar os maus momentos, quer a obter o sucesso que todos procuramos.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Curiosamente, nunca tive um plano profissional muito definido desde muito cedo. As coisas foram acontecendo de uma forma mais ou menos ao acaso. É certo que a partir de certa altura, talvez a meio do Doutoramento, os meus objetivos profissionais foram ficando cada vez mais claros e a partir fui criando uma trajetória que segui dentro do possível. Sempre tive uma ligação forte com computadores desde muito cedo, ferramenta que uso no dia a dia no desenvolvimento e implementação de novas técnicas de modelização de sistemas naturais da Terra. Acho que foi isso que me ‘agarrou’ quando comecei a desenvolver atividades em investigação relacionada com as ciências da Terra.

Como descreve a sua atividade profissional?

A minha atividade profissional compreende as diversas facetas de um professor universitário em início de carreira. O meu tempo é divido entre as aulas aos alunos do Mestrado em Engenharia de Petróleos do IST, a orientação de teses de mestrado e doutoramento e a minha investigação que é maioritariamente relacionada com o desenvolvimento de técnicas de modelização dos sistemas geológicos da subsuperfície.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

Das diferentes dimensões que a vida de um professor universitário tem, há essencialmente duas vertentes que me fascinam mais. A primeira é a possibilidade de transmitir os meus conhecimentos aos alunos num diálogo que permite o crescimento das duas partes. A segunda é a possibilidade de poder estudar aquilo que me desperta curiosidade e poder contribuir para um melhor conhecimento da geologia do nosso planeta.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

O período de cinco anos na UA foi fundamental para o despertar da curiosidade científica, para a minha formação base como engenheiro e para os conceitos que adquiri sobre Geofísica. Na minha opinião, são estes os três vértices mais importantes para as tarefas que desempenho atualmente e que me permitiram fazer este percurso profissional.

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