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Investigação
Projeto europeu no âmbito das Ações Marie Curie
Projeto internacional com a UA analisa participação dos cidadãos na sustentabilidade dos territórios
Os quatro investigadores do SUSPLACE na UA: Sandra Valente, Alessandro Vasta e a Marta Nieto Romero e Elisabete Figueiredo
Como é que os cidadãos portugueses e europeus participam na sustentabilidade dos seus territórios? Ou, escrito de outro modo, como diferentes iniciativas dos cidadãos tentam moldar os lugares onde vivem para os tornarem sustentáveis? É esse o objetivo do projeto SUSPLACE, de que a Universidade de Aveiro (UA) é um dos parceiros. O financiamento provém das Marie Sklodowska-Curie Actions: Innovative Training Networks e a coordenação está a cargo do Grupo de Sociologia Rural, da Universidade de Wageningen, Holanda.

Para além da UA, são ainda parceiros a Universidade de Cardiff, Reino Unido; a Universidade da Letónia; o MTT Agrifood Research, Finlândia, a Universidade Católica de Lovaina, Bélgica e mais sete organizações não académicas. Ao todo envolve entidades de sete países europeus. O projeto decorre de outubro de 2015 a setembro de 2019.

Projeto de investigação e formação

O SUSPLACE pretende explorar o potencial de iniciativas de base comunitária para transformador os seus territórios a través de 15 estudos de diferentes casos, tais como: aldeias ecológicas, quintas de terapia verde, cooperativas de produção de energia, etc. A equipa do projeto entende que as iniciativas que nascem na comunidade, estudadas ao longo do trabalho, põem em prática novos modos de relacionamento dos cidadãos com a natureza e com as próprias comunidades.

Os jovens investigadores recebem formação em metodologias inovadoras e interdisciplinares para poderem apoiar iniciativas de base comunitária e, assim, contribuir para o desenvolvimento de territórios sustentáveis.

Equipa da Universidade de Aveiro

Na UA, o projeto é coordenado por Elisabete Figueiredo, professora do Departamento de Ciências Sociais e Politicas do Território, contando com a participação da investigadora Sandra Valente do Departamento de Ambiente e Ordenamento, e dos jovens investigadores Alessandro Vasta e a Marta Nieto Romero.

O investigador Alessandro Vasta estuda a transformação das comunidades rurais às através da revalorização ou inovação das práticas e produtos tradicionais. Através do estudo do caso de Várzea de Calde (Viseu), Vasta estuda a inovação a partir de produtos do linho, conjugando tradição e modernidade, como estratégia de base para as especificidades locais e o desenvolvimento rural.

A Marta Nieto Romero investiga como se organizam as comunidades para gerir as florestas coletivamente com base nos baldios (“montes veciñais”, na Galiza), reconhecidos legalmente como propriedade coletiva. Assim, esta investigação tem como objetivo propor alternativas de governança e uso das florestas portuguesas (e galegas) contra o abandono, os incêndios, a destruição das florestas autóctones e da sua biodiversidade.

Para mais informações sobre o projeto SUSPLACE, consultar: www.sustainableplaceshaping.net

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