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Entrevistas
Professor UA – António Moreira, Departamento de Educação e Psicologia
Missão: Tecnologias da Comunicação ao serviço da educação
António Moreira
Especialista, entusiasta e, sobretudo, apaixonado pelo uso das tecnologias ao serviço da pedagogia, António Moreira é diretor do Programa Doutoral em Multimédia em Educação (PDME) da Universidade de Aveiro (UA). Aos estudantes dá um conselho que outrora lhe deram: “Nunca se venham a arrepender no futuro de tudo aquilo que não fizeram no presente”. Por isso, o seu desejo de percorrer o Expresso do Oriente estará já agendado…

Licenciado em Ensino de Inglês-Português, mestre em Didática do Inglês e doutorado em Didática de Línguas pelo Departamento de Educação e Psicologia (DEP), António Moreira é professor na UA há 33 anos.

Antigo diretor do Departamento de Didática e Tecnologia Educativa e do DEP, coordenou o Centro de Competência Nónio Século-XXI local, o Laboratório de Conteúdos Digitais da UA, que fundou, e os Cursos de Formação Especializada e de Mestrado em Multimédia em Educação que também criou conjuntamente com Fernando Ramos. António Moreira coordenou também os programas Internet@eb1 e CBTIC@EB1 para o distrito de Aveiro.

Atualmente, para além de dirigir os destinos do PDME, é vice-coordenador do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, coordenador do Grupo de Estudo Qualidade e Inovação da SEaD – Secção de Educação a Distância da SPCE e membro do corpo editorial de 12 revistas nacionais e internacionais, tendo fundado a revista online Indagatio Didatica.

Os principais interesses de investigação de António Moreira centram-se nos Hipertextos de Flexibilidade Cognitiva, nas Comunidades de Aprendizagem e de Prática e no Ensino de Acesso Aleatório, para além de tudo o que tem que ver com a aplicação das Tecnologias da Comunicação à Educação.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

Estar atento ao que se passa à nossa volta e, especialmente, aos alunos que temos connosco, nomeadamente no que diz respeito à sua individualidade e conhecimentos prévios.

O que mais o fascina no ensino?

A possibilidade de aprender com os meus alunos.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos a que está ou esteve ligado?

Adequada, mas infelizmente, nos tempos que correm, na maioria dos casos pouco produtiva para o futuro dos alunos que formamos.

Que grande conselho daria aos seus alunos?

O mesmo que o malogrado Professor António Pinto Miranda deu à minha turma, quando tive a felicidade e honra de ser seu aluno, e a quem devo quem sou: “Nunca se venham a arrepender no futuro de tudo aquilo que não fizeram no presente”.

Houve algum grupo de alunos que mais o tivesse marcado? Porquê?

Todos me marcam, de uma maneira ou de outra (positiva e negativamente), mas marcou-me especialmente uma turma de Inglês-Alemão, via ensino, pela solidariedade que sempre demonstraram com colegas que não se compaginavam com aquilo que se considerava “normal”. A todos e todas elas, um sincero bem-haja!

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Um tremor de terra, enquanto aluno da UA, numa aula de Linguística Inglesa, com o Professor Francisco Espírito Santo. Era final de tarde. De repente, uma atmosfera estranha, pesada, um silêncio quase audível, e um aproximar de uma vibração que nos fez mover a todos, sentados nas cadeiras, com as mesas à nossa frente, a moverem-se em uníssono na direção das janelas da sala de aula do antigo edifício de Línguas. Uns breves instantes que pareceram uma eternidade e que perduram na minha memória, e que já tinha anteriormente experienciado enquanto adolescente, em Aveiro, e já adulto na Escócia. Incrível sensação de pequenez e de impotência face às forças da natureza!

descrição para leitores de ecrã
Aprender com os estudantes é o maior fascínio que António Moreira, professor da UA há 33 anos, tem nas salas de aula.

Traço principal do seu carácter

Perseverança

Ocupação preferida nos tempos livres

DIY

O que não dispensa no dia-a-dia

Estar com a família.

O desejo que ainda está por realizar

Fazer o percurso do Expresso do Oriente.

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