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Antiga aluna UA – Rosa Nogueira, licenciada em Línguas e Relações Empresariais e mestre em Gestão
"Foi uma honra enorme representar a academia de Aveiro"
Rosa Nogueira
Foi uma das estudantes a assumir os destinos da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv). Em 2004 e 2005, ao leme dos estudantes de Aveiro, Rosa Nogueira viveu "uma das experiências mais enriquecedoras e marcantes que algum dia poderia ter tido". Licenciada em Línguas e Relações Empresariais e Mestre em Gestão, começou por trabalhar na casa que a formou e ajudou a formar, inicialmente no Gabinete de Assessoria dos Serviços de Ação Social, depois como coordenadora do Núcleo de Bolsas de Estudo. Hoje está na Noruega ao serviço da Norwegian School of Economics.

Apesar da distância dos anos, Rosa Nogueira guarda na memória todas as imagens que viveu durante os dois mandatos à frente da AAUAv. Não é possível alguma vez esquecer "porque tudo acontece com imensa intensidade enquanto fazemos parte da AAUAv". E é o carinho com que era recebida por todos que mais nítido prevalece na memória.

O facto de ter sido uma das primeiras mulheres a ser eleita para a presidência da AAUAv deu-lhe "uma vantagem muito simpática e revelou-se frequentemente numa discriminação positiva". Além disso, em ambos os mandatos, Rosa Nogueira lembra que esteve "sempre rodeada por colegas extraordinários, que contribuíram e me permitiram colecionar muitas e boas memórias enquanto presidente da AAUAv".

Se por um lado, o associativismo no meio académico não pode ser considerado uma experiência profissional, por outro, "o nível das atividades e as relações que se desenvolvem no conjunto da AAUAv", faz com que, inevitavelmente, Rosa Nogueira associe esse momento como a sua "quase primeira experiência profissional".

"Tudo acontece num plano muito responsável e sério e todas as nossas relações são feitas como se de um meio profissional se tratasse", afirma. Por isso, não tem dúvidas: "a nível pessoal, ter sido presidente da AAUAv foi uma das experiências mais enriquecedoras e marcantes que eu algum dia poderia ter tido". Mais, "foi uma honra enorme representar a academia de Aveiro, um feito incontornável no meu percurso de vida que completou de uma forma muito perfeita o meu ciclo enquanto estudante universitária".

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Em 2014 Rosa Nogueira emigrou para a Noruega onde está, desde 2016, a trabalhar na Norwegian School of Economics.

Grandes amigos feitos na UA

Licenciou-se em Línguas e Relações Empresariais em 2006, uma formação durante a qual estagiou na empresa Aleluia Cerâmicas. Seguiu-se o Mestrado em Gestão que concluiu em 2011. No campo profissional, depois da licenciatura começou a trabalhar no Gabinete de Assessoria dos Serviços de Ação Social da UA. Em 2010, nos mesmos Serviços, assumiu a coordenação, entre outros núcleos, do Núcleo de Bolsas de Estudo.

O que mais a marcou na UA? "As pessoas, aquelas que fazem verdadeiramente a Universidade". Durante o seu percurso – primeiro como estudante e depois como trabalhadora – conheceu imensos colegas, professores e trabalhadores "que se dedicaram por inteiro à UA enquanto dela fizeram (ou ainda fazem) parte.

Há um conjunto de pessoas que me marcaram em diversos momentos, que me acompanharam em várias etapas do meu percurso e que ainda hoje apesar da minha distância física, me continuam a acompanhar enquanto grandes amigos".

Em 2014 emigrou para a Noruega e foi assistente de compras na DOF Management, uma multinacional no sector do gás e do petróleo. Já em 2016, e aos 35 anos, começou a trabalhar na Norwegian School of Economics, onde coordena não só o programa Erasmus+ como todos os restantes programas de mobilidade para a Europa, EUA e Canadá.

A missão completa-a verdadeiramente. "Numa instituição de ensino superior todos os dias acontecem imensas coisas novas, o público renova-se, nada é monótono", descreve. Além disso, "sempre tive imenso interesse no tema da internacionalização e a minha tese de mestrado foi exatamente sobre a internacionalização das universidades". O contacto com alunos e instituições de tantos países diferentes, garante Rosa Nogueira, "é fascinante porque a nossa plataforma de trabalho é o mundo e qualquer pessoa que esteja direta ou indiretamente envolvida nesta experiência torna-se mais rica, mais atenta e muito mais tolerante".

Recomeço em Línguas e Relações Empresariais

"Não, de forma alguma" Rosa Nogueira imaginou este percurso profissional antes de entrar na UA. Aliás, a antiga estudante até começou por entrar na UA, em 1999, através da Licenciatura de Português e Inglês (ensino). Contudo, depois de ter feito o 3.º ano em Inglaterra através do programa Erasmus, na hora do regresso sentiu que as expectativas que tinha em relação ao seu futuro não iriam ser correspondidas se continuasse naquele curso.

Desistiu dessa licenciatura e começou tudo de novo em Línguas e Relações Empresariais, uma formação que se estreava na UA e que Rosa Nogueira recorda como "inovadora e criada como forma de resposta às necessidades detetadas naquela altura". Os ajustes que foram feitos ao programa ao longo destes anos "tornaram o curso ainda mais atual, mas continua a ser uma solução pedagógica muito interessante".

"A composição do curso, o plano académico e as saídas profissionais alargavam as minhas possibilidades na procura de emprego no futuro e isso deixava-me mais confortável. Nunca tive uma ideia muito certa do que queria ser e por isso tinha sempre o objetivo de adquirir o maior número de competências possíveis para ter flexibilidade em me encaixar no mercado de trabalho", lembra. Hoje, da Noruega, não tem dúvidas de que ganhou a aposta que fez. À UA agradece "o principio da autonomia, a análise crítica e a capacidade de adaptação", competências que diz ter desenvolvido em Aveiro.

Nota: este artigo foi publicado na edição número 28 da revista Linhas

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