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Ensino e Formação
Estudante cazaque prepara-se para começar o doutoramento na UA
Sorriso determinado de Madina ajuda a unir UA e Cazaquistão
Madina Artykbayeva recebeu o diploma de mestrado das mãos do Reitor
Madina, olhos quase verdes e esguios na sua forma asiática que parecem querer esconder-se entre as distintas maçãs do rosto e o sorriso determinado. A expressão remete para latitudes frias onde as estepes se alongam com a permissão das grandes montanhas nevadas. Medina veio há cinco anos para a Universidade de Aveiro. Gostou tanto que concluiu cá a licenciatura em Engenharia do Ambiente e o mestrado em Gestão. E já pensa no doutoramento em Engenharia e Gestão Industrial. Tem a ambição de contribuir para a cooperação entre o seu país de origem e Portugal, algo que já foi bem mais difícil.

O país de Madina, Cazaquistão, antiga república soviética, é o maior país sem costa oceânica do mundo, rico em minério e hidrocarbonetos. Por aquelas paragens, enquadradas pela Rússia, China e pelo Mar Cáspio, a antiga cultura nómada foi-se mesclando com os legados de Ghengis Khan, do império russo muitos séculos depois, e, após revolução de 1917, com o sistema soviético, tendo sido parte integrante da antiga URSS. Composta por várias etnias, na República do Cazaquistão predomina a população muçulmana, seguida da população cristã.

O sorriso determinado de Madina Artykbayeva não é uma questão apenas de aparência. Veio para Portugal desviando-se da maior parte dos destinos mais comuns nos jovens da sua idade com ambição universitária e internacional. Veio com vontade de aprender uma nova língua, para uma universidade localizada numa cidade média para fugir ao stress das grandes cidades, embora considere que Aveiro têm tudo o que é necessário. Veio com vontade de fazer as coisas acontecerem e de contribuir para mudar o mundo à sua volta.

Durante parte do tempo em que esteve a frequentar a UA, concluiu o curso em Engenharia do Ambiente e Segurança no Trabalho na sua universidade de origem e ainda, trabalhou por curtos períodos de um mês no seu país natal. Concluiu tudo aquilo a que se tinha proposto e está pronta para iniciar, na UA, o doutoramento em Engenharia e Gestão Industrial no próximo ano letivo.

Em Portugal, para além de Aveiro, já conhece, pelo menos, Porto, Braga, Lisboa, Sintra e Cascais. Na UA têm vindo a realizar algumas atividades para dar a conhecer o seu país. No Cazaquistão tem divulgado as vantagens de viver em Portugal e de estudar na UA, enquanto representante da academia aveirense. E afirma estar empenhada em contribuir ainda mais pelas relações entre a UA, Portugal e o Cazaquistão.

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