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Entrevistas
Antigo aluno UA- Marco Marques, licenciado em Engenharia Mecânica
Na formação em controlo e automação a UA está entre as melhores
Marco Marques:
Antigo aluno da Universidade de Aveiro (UA), licenciado em Engenharia Mecânica, Marco Marques é hoje diretor do Departamento de Desenvolvimento de Produto na Bosch Termotecnologia S.A. Quanto à formação da UA, o antigo aluno destaca “o equilíbrio que sempre existiu entre a vertente teórica e a vertente prática” que lhe permitiram “não só estruturar e consolidar o conhecimento, mas também o fomento da cooperação, colaboração e trabalho em equipa”. Salienta ainda a oportunidade que a UA proporcionou através do programa Eramus.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

Os motivos que me levaram a estudar Engenharia Mecânica na UA foram o facto se encontrar na cidade onde nasci e também de ser uma universidade jovem e dinâmica.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

Claramente. No departamento, destaco o equilíbrio que sempre existiu entre a vertente teórica e a vertente prática que me permitiram não só estruturar e consolidar o conhecimento mas também o fomento da cooperação, colaboração e trabalho em equipa que foi decisivo para mim, bem como considero de extrema importância para enfrentar os desafios que a globalização impõe. Realço também a relação próxima que é possível estabelecer entre professores e alunos, permitindo a discussão aberta de ideias e opiniões.

O que mais o marcou na UA?

Destaco a qualidade arquitetónica dos edifícios bem como a sua integração no Campus, promovendo uma grande interação e convívio entre todos os alunos da Universidade. A qualidade dos meios e instalações ao dispor dos alunos é essencial para o seu sucesso e estou em crer que a UA tinha e continua a ter excelentes condições.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Desde cedo procurei descobrir uma área que me permitisse exercer uma profissão em que me sentisse realizado. Já no liceu decidi abraçar a área da Engenharia Mecânica, tendo escolhido a área de Mecanotecnia na escola Mário Sacramento em Aveiro. Na Universidade, a paixão pela área da Termodinâmica e Energia consolidou-se.

Como descreve a sua atividade profissional?

Na Bosch Termotecnologia S.A. tenho a responsabilidade do Departamento de Desenvolvimento de Produto a gás. No nosso centro de Desenvolvimento em Aveiro que é o centro de competência Mundial da Bosch para soluções de água quente, pensamos, concebemos e testamos soluções para os mais de 60 países onde vendemos os nossos produtos. Os produtos desenvolvidos são posteriormente produzidos numas das três fábricas existentes na unidade de negócios: Aveiro, Shangai e cidade do México.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

O que mais me fascina é poder ajudar e incentivar os meus colegas e colaboradores a criar e desenvolver o futuro das soluções de água quente.

Tudo começa com a criação de ideias, passando depois por estudos de viabilidade técnica e financeira não esquecendo a análise do estado da arte. Posteriormente é feita a proteção da propriedade intelectual (patentes) e é iniciado um novo projeto de Desenvolvimento.

É muito gratificante para mim poder levar os meus colegas a fazer coisas que eles nunca pensaram serem capazes de fazer.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

A Universidade de Aveiro proporcionou-me uma experiencia internacional, no âmbito do programa Erasmus, que me permitiu fazer o antigo quinto ano em Itália, em Génova, podendo especializar-me na área da termodinâmica e energias, que à data era inexistente no Departamento, onde tive a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos nessa área. E foi naturalmente com muito gosto que vi criar este ramo de especialização no Departamento nos anos seguintes.

Como Diretor de Desenvolvimento de Produto na área de aparelhos de aquecimento de água a gás da Bosch, que apreciação geral faz dos formados pela UA que têm passado pela sua equipa?

Temos sido capazes de atrair excelentes alunos das melhores Universidades Portuguesas, estando a UA muito bem representada. Penso que no que toca à formação na área de controlo e automação está entre as melhores. Na área de Energia, sendo um ramo mais recente, ainda não cobre com maior detalhe e profundidade todas as competências que necessitamos, nomeadamente a área da Combustão. Estou certo que a prazo atingirão essa maturidade.

Nesta área da sua competência, que há a esperar no âmbito do projeto Smart Green Home (em parceria com a UA)? Novos tipos de aparelho? Capazes de maior articulação com outros dispositivos do lar? Qual vai ser linha de evolução dos novos aparelhos de aquecimento de água?

O objetivo do projecto Smart Green Home é exatamente a procura dessas respostas. Em conjunto com a UA, esperamos desenvolver as tecnologias que irão permitir melhorar as três grandes dimensões que fazem parte do nosso DNA: O conforto dos nossos clientes, a eficiência dos nossos produtos e a sustentabilidade do meio ambiente.

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