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Entrevistas
Diretor do Departamento de Engenharia Mecânica a propósito dos 15 anos desta unidade da UA
Empregabilidade em Engenharia Mecânica deve manter-se elevada no futuro
O diretor do Departamento de Engenharia Mecânica entende que a empregabilidade se vai manter elevada nesta área
O Open Day do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da Universidade de Aveiro (UA), a 6 de janeiro, que assinala 15 anos desta unidade orgânica da UA, constitui um momento de reflexão sobre a evolução desta área científica e tecnológica. A este propósito, o diretor do DEM refere a necessidade de reforçar o corpo docente e de diversificar as fontes de financiamento, promovendo a investigação. Vítor Costa gostaria que houvesse mais incentivos às parcerias com a sociedade e considera que empregabilidade se vai manter elevada nesta área.

A Engenharia Mecânica é popularmente conhecida como um conjunto de competências para conceber e lidar com máquinas na indústria… Mas, na realidade, um licenciado em Engenharia Mecânica tem competências para fazer muito mais que isso… Pode explicar?

A Engenharia Mecânica moderna inclui/confere um conjunto alargado de competências, permitindo aos diplomados exercer atividades muito variadas. Muito em particular, a Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro foca-se mais nas áreas de Automação e Robótica, Térmica e Fluidos, Projeto Mecânico, Mecânica Aplicada e Computacional, e Nanoengenharia, sendo no entanto também de referir a intervenção nos campos do Desenvolvimento de Produto, Biomecânica, Energia e Nanociências e Nanotecnologias. Como se pode constatar, é algo muito mais vasto que conceber e lidar com máquinas na indústria…

É conhecida a elevada empregabilidade da Engenharia Mecânica da UA. Quais são as perspetivas para as próximas décadas? Há áreas da Engenharia Mecânica que sejam reconhecidas como áreas em evolução crescente na sociedade? Se sim, quais?

A empregabilidade atual é elevada, e prevê-se que assim se mantenha no futuro, o que ajuda a explicar a elevada procura dos cursos de Engenharia Mecânica. A nível nacional, atendendo ao tecido empresarial facilmente se percebe que há um muito elevado número de empresas em que tem todo o cabimento a existência de Engenheiros Mecânicos, não se vislumbrando que esta realidade se altere substancialmente para pior nas próximas décadas. De referir também que o diplomados em Engenharia Mecânica têm muito boa aceitação, e são muito apreciados, a nível nacional e internacional, e que o espaço e as oportunidades de emprego são efetivamente muito amplas e diversas. Quanto às diferentes áreas da Engenharia Mecânica, já é mais difícil perspetivar quanto ao que será o futuro, sendo da maior importância estar atentos ao que vai sendo a Engenharia Mecânica e ao que a Sociedade espera dos Engenheiros Mecânicos, e ir fazendo as mudanças e adaptações necessárias de modo a manter adequadas as áreas de intervenção e a preparação dos diplomados para o mercado de trabalho.

O Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) vive, atualmente, um momento crucial da sua evolução. Que se perspetiva em termos de recursos humanos no DEM, durante os próximos anos?

O Departamento de Engenharia Mecânica vive um período de elevada escassez de recursos humanos docentes, situação que esperamos poder vir a começar a ser resolvida em breve; há, nesse sentido, negociações em curso com a Reitoria.

E quanto à investigação? Que evolução se pode perspetivar, nomeadamente no TEMA? Que medidas prevê concretizar para chegar a esses objetivos?

O TEMA é uma estrutura organizativa que procura maximizar o potencial do DEM em matéria de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. O financiamento assume aqui especial importância, e a procura e diversificação de fontes de financiamento é absolutamente necessária em virtude da redução que se tem verificado no financiamento conseguido via FCT. Manter os docentes e investigadores motivados e com condições para desenvolver atividades de I&DT levará com certeza ao alcançar dos objetivos almejados para o TEMA.

A cooperação com a sociedade e, em particular, com os agentes económicos, passa por estágios curriculares que decorrem num conjunto de empresas parceiras. Para além dessas iniciativas que decorrem anualmente, que outras medidas considera necessárias e que gostaria de concretizar?

O Estágio curricular é uma novidade no plano curricular do curso de Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica, que está a despertar grande interesse e adesão por parte dos estudantes. Esta será também mais uma via de aproximar o DEM das empresas, e de estabelecer pontes que possam levar ao estabelecimento de outros tipos de parcerias, ações e contratos. Gostaria que houvesse mais incentivos ao estabelecimento e execução de contratos de Cooperação com a Sociedade, criando condições para a existência de mais contratos, e de contratos de maior alcance.

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