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Distinções
Distinção para trabalho de Sílvia Coelho
Tese de mestrado do DFis recebe menção honrosa no Prémio APREN 2016
Sílvia Coelho
A tese de Mestrado em Meteorologia e Oceanografia Física da Universidade de Aveiro de Sílvia Coelho recebeu uma menção honrosa no Prémio Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) 2016. Com a tese de mestrado intitulada “Variabilidade da produção híbrida de energia por fontes fotovoltaicas e eólicas em Portugal Continental”, a então estudante do Departamento de Física (DFis) conquistou a distinção num concurso que pretende divulgar as dissertações académicas que contribuem para a disseminação e transferência de conhecimento e de tecnologia entre os centros de investigação e as empresas.

“Dada a natureza intermitente da produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis de energia solar e eólica, a caracterização da variabilidade da produção conjunta por estes dois tipos de fontes renováveis de energia é muito importante para a planificação e gestão das redes de distribuição de energia”, explica Sílvia Coelho, atualmente estudante do Programa Doutoral em Ciências e Engenharia do Ambiente da UA. Com esse objetivo, Sílvia Coelho, também bolseira de investigação no Departamento e Ambiente e Ordenamento da UA, e como trabalho final de mestrado orientado por José Castanheira, professor do DFis, apresentou “um estudo que considera diferentes percentagens das duas fontes de energia e procura determinar a melhor combinação (mix) para Portugal Continental”.

O melhor mix, explica Sílvia Coelho, “é identificado como aquele que apresente uma menor diferença entre a potência produzida e o consumo e/ou menor necessidade de armazenamento”. Para esse efeito, a estudante analisou dados observados de consumo e de produção de energia eólica e fotovoltaica. A análise destes dados mostra que o melhor mix, para uma menor diferença entre a potência produzida e o consumo, depende da resolução temporal com que é feita a análise.

Para uma gestão da rede à escala diária, diz, “o melhor mix corresponde a uma contribuição de aproximadamente 60 por cento de energia solar fotovoltaica e 40 por cento de energia eólica”. Quando se analisa a variabilidade à escala horária ou à escala mensal, “o melhor mix corresponde a uma contribuição de aproximadamente 65 por cento de energia eólica e 35 por cento de energia fotovoltaica”. Em termos de necessidades de armazenamento a análise destes dados mostra que o melhor mix é independente da resolução temporal com que é feita a análise.

“Havendo estudos na literatura que demostram que a distribuição espacial das instalações fotovoltaicas contribui para a redução da variabilidade da produção de energia, procurou-se avaliar qual seria o efeito na variabilidade da produção de energia fotovoltaica de um cenário de produção distribuída por todo o país”, aponta Sílvia Coelho. Assim, utilizando séries simuladas da produção fotovoltaica, com painéis fixos ou fazendo o seguimento do sol, combinadas com as séries observadas da produção eólica, a estudante avaliou qual seria o melhor mix num cenário de produção distribuída de energia fotovoltaica.

Os resultados apresentados no trabalho final de mestrado, que por sua vez foram apresentados ao concurso da APREN, “não mostraram qualquer diferença qualitativa entre as análises baseadas nos dados observados ou em dados simulados, concluindo-se que as séries observadas constituem uma boa representação da variabilidade da produção fotovoltaica potencial em Portugal Continental”.

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