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Entrevistas
Antigo aluno UA - Anselmo Alarcia Hernanz, licenciado em Engenharia Electrónica e de Telecomunicações
Ferramentas, versatilidade e rigor para abraçar qualquer objetivo
Anselmo Alarcia Hernanz
Referência incontornável na produção de revestimentos cerâmicos, a Primus Vitória tem em Anselmo Hernanz uma das peças fundamentais que justificam o porquê de mais de 60 por cento da produção da empresa estar destinada ao mercado internacional. Licenciado em Engenharia Electrónica e Telecomunicações, o diretor comercial lembra as competências que adquiriu enquanto estudante da Universidade de Aveiro (UA) sempre lhe permitiram abraçar com sucesso inúmeras missões independentemente da área ou das funções.

Concluiu a Licenciatura em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações [atual Mestrado Integrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações] em 1998. Entrou no mercado de trabalho pela empresa Infineon Technologies, onde foi engenheiro de processo e de produto. Seguiu-se a Pepper Portugal, onde foi CEO, a Critical Software, como gestor de projeto, e a Margres, como responsável pelas exportações. Pelo meio, o antigo estudante do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) tirou um MBA e um Mestrado em Economia na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

Hoje, aos 41 anos, Anselmo Hernanz é o diretor comercial da Primus Vitória.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

Na altura o curso de Engenharia Eletrónica e de Telecomunicações era já um dos mais prestigiados do país (e mesmo além-fronteiras), o que aliado à proximidade de casa, ditou a escolha da UA. O facto de ter muitos amigos e conhecidos já alunos da UA, dos quais obtive sempre feedback muitíssimo positivo, consolidou a certeza na decisão.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

O curso é sobejamente conhecido pelo seu nível de exigência elevado, e nesse aspeto não se pode dizer que tenha sido uma surpresa. Sempre gostei de desafios complicados, e o nível de dificuldade sempre funcionou como um estímulo e como vontade constante de superação. Relativamente à UA, a qualidade do seu corpo docente, as instalações de excelência e a sua abertura à comunidade fazem dela uma das instituições de ensino superior de referência a nível europeu.

O que mais o marcou na UA?

Foram várias as pessoas que me marcaram ao longo dos 5 anos de UA, e que contribuíram para que hoje seja a pessoa que sou. Fiz vários amigos que ainda hoje mantenho e as aventuras e desventuras daquela altura são assunto recorrente...  Como professor gostaria de destacar o Dr. Dinis Gomes de Magalhães dos Santos, com o qual passei inúmeros serões... nem sempre falando de microeletrónica.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Não, nunca o soube ao certo... Até porque a única constante na minha vida é a mudança! Ainda hoje não tenho a certeza de qual a profissão que quero seguir! Gosto muito de variar, de experimentar vários setores e várias funções dentro de cada setor. A formação base feita na UA deu-me de facto uma série de ferramentas e valências que se revelaram fundamentais para cada novo desafio que me propus.

Como descreve a sua atividade profissional?

Considero-me uma pessoa privilegiada por poder ter sempre feito aquilo que me propus, nos mais variados setores e funções. Claro que o reverso da medalha é muito trabalho e muita dedicação para que as coisas funcionem como é devido, mas uma vez mais isso foram valores consolidados durante a vida académica em Aveiro.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

O contacto com as mais diferentes pessoas, espalhadas pelos quatro cantos do mundo, desde o ladrilhador na África do Sul até ao CEO europeu da Saint Gobain, passando por arquitetos, construtores, distribuidores, designers, aplicadores, etc... Nunca tenho dois dias iguais, e isso para mim é importantíssimo. Gosto também da possibilidade que o meu trabalho me proporciona de conhecer todo o mundo.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Sem dúvida nenhuma o rigor, a versatilidade e a capacidade de analisar e resolver problemas de forma prática e analítica.

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