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Numa cerimónia dedicada ao tema da internacionalização
Valor da língua portuguesa e mérito dos estudantes marcou abertura do ano letivo 2016/2017
Valor da língua portuguesa e mérito dos estudantes marcou abertura do ano letivo 2016/2017
A ideia de que o português é uma língua de futuro, devendo por isso ser uma prioridade para a UA, e o crescente empenho da instituição na valorização do mérito dos bons alunos, concretizada pela entrega de bolsas de estudo aos melhores caloiros e bolsas de mérito aos estudantes que mantêm o seu bom desempenho académico, marcaram a cerimónia de abertura do ano letivo 2016/2017, que se realizou na tarde de quarta-feira, dia 9 de novembro, no auditório da Reitoria.

O crescente valor da língua portuguesa foi uma questão transversal aos vários discursos proferidos na cerimónia da abertura do ano letivo (ver discursos em ficheiro associado). Convidada pelo Reitor a partilhar o seu conhecimento sobre o tema, a Presidente do Instituto Camões, Prof. Ana Paula Laborinho, foi clara. O Português é a quinta língua mais falada e está presente nos cinco continentes, é uma língua de futuro, como atesta a crescente aposta de muitos países na aprendizagem do português como língua estrangeira, e mesmo no domínio da ciência tem conseguido criar os seus próprios espaços e canais de comunicação e publicação científica.

Ana Paula Laborinho dava assim resposta à interrogação que momentos antes o Reitor, Prof. Manuel António Assunção, colocava a propósito da aposta na internacionalização e das dúvidas das instituições de ensino superior públicas nacionais sobre as melhores estratégias a seguir no que diz respeito ao ensino: “Devemos apostar na língua inglesa para atrair mais estudantes estrageiros ou, pelo contrário, devemos valorizar o português, que é cada vez mais uma língua de grande importância no contexto mundial. Ou, evitando assumir posições extremas e sempre redutoras, como será possível conciliar o melhor dos dois mundos, atraindo mais e enaltecendo o que é nosso.”

Ainda a este propósito e lembrando que ao longo do ano a comunidade estrangeira da UA ronda os 12%, o Reitor sublinhou no seu discurso que cada estrangeiro que passa pela UA deve regressar com um bom conhecimento do português e que cada estudante nacional deve aprender pelo menos uma outra língua, adiantando: “O nosso programa de livre escolha de disciplinas isoladas, complementar ao currículo obrigatório, sem custos adicionais para o aluno, permite isso, melhor, pretende incentivar essa possibilidade. Gostaria muito que a aproveitassem”.

Também o Presidente do Conselho Geral, Prof. Marçal Grilo, sublinhou na sua intervenção a importância da definição de uma estratégia e de um programa para o ensino e aprendizagem da língua portuguesa. “A utilização do inglês é um fator de atração de muitos dos que vêm de fora do país, mas o português não pode deixar de ser considerado”, afirmou, lembrando ainda o elevado número de estrangeiros que a UA tem vindo a atrair para aqui estudarem, ensinarem ou investigarem e o já vasto conjunto de acordos da instituição com outras universidades espalhadas pelo mundo.  

De igual modo, Henrique Cruz, Presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) salientou o excelente trabalho que a UA tem feito nesta vertente da internacionalização. No seu discurso de abertura oficial de mais um ano académico, o representante dos estudantes felicitou os novos colegas da UA por terem escolhido “a melhor universidade do país, a melhor academia”.

“Os bons alunos não saem caro”

Convidados para a cerimónia, os representantes das escolas secundárias dos mais de 60 caloiros que entraram este ano na UA com média igual ou superior a 175 pontos e que, por terem escolhido Aveiro como primeira opção, receberam uma bolsa equivalente ao valor das propinas, puderam ouvir o Reitor dizer que “os bons alunos não saem caro, trazem dinâmicas boas, induzem uma visibilidade muito positiva e enobrecem a instituição a todos os títulos”.

Saudando especialmente estes novos estudantes da UA, o Reitor lembrou que a política de apoio ao mérito se alargou ao mérito desportivo, com o apoio financeiro que a instituição dá aos mais de 100 estudantes que juntam o mérito desportivo ao escolar, e adiantou que a aposta da UA no desenvolvimento do desporto inclui este ano a construção de novas instalações já em andamento e a contratualização com clubes da cidade.

Por fim, e a propósito da vontade geral de que nenhum estudante deixe o seu percurso académico por dificuldades académicas, o Reitor garantiu: “nenhum estudante da UA que sinaliza as suas dificuldades deixará de ser apoiado na justa proporção do que necessita para permanecer no ensino superior.”

Veja aqui as fotos que marcaram o dia e no facebook os testemunhos dos professores do ensino secundário que se descolaram à UA para ver os seus antigos alunos ser distinguidos.

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