conteúdos
links
tags
Cultura
Encomenda do Ensemble Musicatreize leva obra do professor da UA para os Estados Unidos
Compositor Chagas Rosa estreia “A Wilde Mass” em Nova Iorque
António Chagas Rosa, um nome obrigatório na história da música contemporânea portuguesa
Tem por título “A Wilde Mass” e “é uma reflexão sobre a figura de Cristo como portadora de uma missão estética, apresentando-O como personificação última do Artista que reúne, num mesmo gesto, amor, redenção e criação”. Da autoria do compositor e professor da Universidade de Aveiro (UA) António Chagas Rosa, a obra estreia-se nos Estados Unidos, a 6 de novembro, na Igreja de Santo Inácio de Antioquia, em Nova Iorque, com uma interpretação do Ensemble Musicatreize de Marselha sob a direção de Roland Hayrabedian.

Concebida para vozes solistas e órgão, “A Wilde Mass” é uma variação livre sobre a ideia de uma missa profana, servindo-se de fragmentos de prosa extraídos ao texto de De Profundis, de Oscar Wilde. Este texto, explica o professor do Departamento de Comunicação e Arte e diretor artístico dos Festivais de Outono da UA, “encerra uma reflexão sobre a figura de Cristo como portadora de uma missão estética”.

“Esta obra [“A Wilde Mass”] não pretende associar-se a nenhuma espécie de liturgia”, diz o autor. “Ela é em si mesma um produto poético e livre inspirado na viagem interior de Oscar Wilde durante os seus anos de prisão”, explica Chagas Rosa.

“A Wilde Mass”, uma encomenda do Ensemble Musicatreize, resultado da segunda colaboração do compositor português com os solistas deste agrupamento francês de Marselha, respeita a estrutura ordinária da missa, descerrando seis visões, ou “exaltações”, de Cristo como o maior poeta de todos os tempos.

 

imprimir
tags
evento relacionado
 
outras notícias