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Investigação de Andrei Kholkin, do Departamento de Física e do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro
Peptídeos e proteínas podem converter energia elétrica em térmica
Andrei Kholkin
Muitos peptídeos e proteínas têm a capacidade de criarem longas e delgadas fibras apelidadas de fibrilas. À capacidade já conhecida, um grupo de investigadores descobriu uma forma de a aproveitar para criar estruturas tubulares de difenilalanina, um aminoácido que tem propriedades piezoelétricas, ou seja, consegue converter energia térmica em energia elétrica. Andrei Kholkin, investigador da UA, é um dos autores do estudo que juntou uma equipa internacional de investigadores e que mostra que estes polímeros em escala manoscópica, e que são biocompatíveis, podem ter uma ampla gama de aplicações biológicas.

“Este trabalho confirmou que os péptidos auto-organizados – que têm a mesma estrutura que as famosas beta-amilóide, as proteínas responsáveis para doença de Alzheimer - têm um momento dipolo que é dependente da temperatura”, explica Andrei Kholkin, investigador do Departamento de Física e do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro da UA. A descoberta, desvenda o investigador, “poderá ter uma implicação na génese da doença de Alzheimer e converter de forma eficiente pequenas mudanças de temperaturas no cérebro em sinais elétricos”. Os resultados poderão ainda ter uma aplicabilidade para gerir eletricidade onde a variação de temperatura é grande.

O trabalho foi publicado este mês na revista Applied Physics Letters e, para além de  Andrei Kholkin, contou com a participação de um grupo de investigadores do Institute of Natural Sciences and Mathematics da Ural Federal University (Rússia) e do Department of Physics Engineering da Istanbul Technical University (Turquia). 

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