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Entrevistas
Antigo aluno UA - Pedro Alexandre Nunes, licenciado em Engenharia do Ambiente
A vida numa palavra: “Intensa!!”
Pedro Nunes
Estudou na Universidade de Aveiro (UA) por acaso do destino, mas não é por acaso que traz Aveiro no coração. Formado em Engenharia do Ambiente, Pedro Nunes está em Angola há vários anos onde, ao serviço da Groupe Castel, um dos maiores empregadores daquele país, é um dos responsáveis por boa parte da estratégia das 11 fábricas de engarrafamento de bebidas. Da UA traz na alma a Tuna Universitária de Aveiro e uma formação que, de tão versátil, lhe deu braços suficientes para abraçar cada uma das mil experiências que a vida já lhe trouxe.

Terminou a Licenciatura em Engenharia do Ambiente (atual Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente) em 2004. Depois de deixar o Departamento de Ambiente e Ordenamento começou por ser diretor comercial de uma empresa na área da caixilharia e da carpintaria. Foram cinco anos os suficientes para iniciar a expansão da empresa para o mercado ibérico, reestruturar a respetiva produção e obter com isso mais competitividade e um aumento exponencial do volume de faturação.  

Em 2010, desafiado, aceitou em Luanda a responsabilidade pela cadeia logística do grupo empresarial que, além de estar a gerir a construção da maior cimenteira do país, tinha inúmeras participações em empresas de tecnologia de informação. O forte dinamismo do mercado angolano (e de Pedro Nunes!) levou-o, dois anos depois, para a gerência das compras da Multinacional SAB Miller, na altura o segundo maior engarrafador de cerveja a nível mundial e acionista maioritário da Coca Cola Bottling Luanda.

Hoje, depois da SAB Miller ter sido integrada pela Groupe Castel, Pedro Nunes, entre outras missões, é o responsável pela estratégia e regulamentação de compras e pelo estabelecimento de acordos comerciais e contratos naquele que é um dos maiores grupos empresariais de Angola.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

Na verdade, a UA não foi minha primeira opção. Como sou natural de Lisboa, concorri para uma universidade mais perto de casa. No entanto, e felizmente, acabei por entrar na UA. Sabia que o curso de Engenharia do Ambiente da UA estava cotado como o melhor do país e nesse aspeto fiquei satisfeito apesar de todo o ‘medo’ de ter de mudar de cidade.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

Por diversas razões, durante toda a minha carreira profissional não desempenhei funções como engenheiro do ambiente. Isto poderá levar a pensar que o curso não correspondeu ao esperado, mas não. Isto demonstra a versatilidade e a preparação para o mercado de trabalho que tive durante a minha permanência na UA.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Quando entrei para a UA e para Engenharia do Ambiente segui aquilo que considerava ser a minha vocação. No entanto, toda a vivência académica que tive - muito marcada pela participação na Tuna Universitária de Aveiro – levou-me a ter experiências e responsabilidades que pude transportar para a vida profissional, tornando-me mais versátil e, por consequência, descobrindo novas vocações e competências. Neste momento sou um especialista na área do procurement [aprovisionamento] mas creio não ficar por aqui.

Como descreve a sua atividade profissional?

Numa palavra: intensa!

O que mais o fascina na sua profissão?

O facto de lidar com todos os segmentos da uma empresa com mais de 1000 funcionários, negociar operações com muitos e muitos zeros e ver o contributo que dou para o desempenho financeiro do grupo ao negociar, por exemplo, um bom contrato ou uma boa compra. O nome Coca Cola dá um valor acrescido à função de gestor de compras, isso é um facto inegável, bem como o indescritível volume de transações decorrentes das normais operações. A título de curiosidade posso dizer que desde o início de 2016, e apenas em transações em moeda local, o Kwanza, a minha empresa já movimentava nas suas normais operações mais do que o equivalente a 120 milhões de dólares. Isto é fascinante e desafiante para qualquer gestor!

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Um pouco na linha do que tenho afirmado. O curso dá-nos ferramentas versáteis que podemos aplicar em muitos ramos de atividade. Saber aproveitá-las é fundamental. Mas também as ferramentas específicas de engenharia do ambiente são postas em prática. Por exemplo, o facto de ser engenheiro do ambiente torna-me a pessoa mais competente na minha empresa para gerir a atividade e contrato de prestadores de serviço relacionados com a recolha de todos os resíduos. Ajuda-me também a dar inputs relativamente à escolha de equipamentos e consumíveis do tratamento de águas residuais e para consumo.

Outras competências têm origem na vivência académica, onde desempenhei funções de dirigente da Tuna Universitária de Aveiro, gerindo vários projetos, como é o caso do FITUA, e que com o tempo acabaram por se refletir no aumento da minha capacidade de lidar com obstáculos e com as relações interpessoais.

 

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