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Distinções
Luís Aguiar foi distinguido com Prémio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage
Prémio Literário atribuído a aluno da Universidade de Aveiro
Luís Aguiar recebeu Prémio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage
Luís Aguiar, aluno do 2.º ano do curso de Mestrado em Línguas e Relações Empresariais, foi galardoado com o Prémio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage 2016, com a obra poética: “Quantas madrugadas precisamos para fermentar um pão?”. Este concurso literário é promovido pela Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) - http://www.lasa.pt/ . À distinção, o aluno da UA atribui “uma importância notável“.

Dos 220 trabalhos a concurso, o júri, constituído pelo professor João Reis Ribeiro e pelos poetas Arlindo Mota e José António Chocolate decidiram, por unanimidade, atribuir o referido prémio ao estudante da UA. O prémio consiste num valor pecuniário de 2000€ e a publicação da obra.

A esta distinção, Luís Aguiar atribui “uma importância notável“ no contexto do seu percurso enquanto escritor. “Essa pertinência não se deve apenas ao facto do meu trabalho ter sido selecionado entre 220 candidatos, mas também porque o mesmo foi escrito num momento de intensa fragilidade corpórea”, na sequência de uma intervenção cirúrgica a que foi sujeito. Aliás, o trabalho poético agora premiado decorreu durante esse período, o que se reflete, explica, desde logo, no título. “Durante vários meses estive muito tempo acamado, em silêncio, o que me facultou um profundo estado de reflexão e meditação. O título do trabalho revelou-se, então, como uma profunda analogia em relação à minha condição física e psicológica desse período. Na realidade, quantas madrugadas precisei para cicatrizar a carne e o espírito?”

Sobre a influência da formação que adquire na UA no seu percurso e no seu trabalho literário responde: “As competências que adquiri ao longo da licenciatura e do mestrado foram essenciais para o meu desenvolvimento enquanto ser humano. Não me trouxe apenas vantagens na atividade literária como também me proporcionou uma maior capacidade na resolução de problemas que enfrento no dia-a-dia. Levou-me a um pensamento crítico mais apurado, à compreensão de como se desperta a imaginação e, sobretudo, da importância em sermos empreendedores, autocríticos e autónomos.”

Sete livros e dezenas de poemas publicados

Luís Aguiar é natural de Oliveira de Azeméis mas reside em Águeda há vários anos. Tem sete livros de poesia publicados e dezenas de poemas dispersos por jornais, revistas e antologias literárias, designadamente na RUA-L Revista da Universidade de Aveiro – Letras (n.º 2, II. Série, 2013/2014), subordinada ao tema «Espaço(s) Literário(s)»; na revista Saudade (n.º 3 e 4), na Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio ou na coletânea Il Gesto della Memoria – Concorso Internazionale di Poesia Castello di Duino.

Foi colaborador assíduo do Diário de Notícias (DN Jovem) entre 2001 e 2006. Foi coautor na construção do maior poema contemporâneo, «O Fulgor da Língua – O Estado do Mundo», promovido pela Capital da Cultura – Coimbra (2003).

Nos últimos 16 anos foi distinguido em mais de 30 prémios literários, nomeadamente, entre outros: o Prémio Literário Aveiro Jovens Criadores – Género Poesia (2013); o Prémio Literário Externato de Vila Meã/Editora Labirinto (2011); o Prémio Literário Irene Lisboa (2009); o 2.º Classificado do Prémio Internacional Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana (2009); a Menção Honrosa no Prémio Literário Florbela Espanca (2008); o Prémio Literário São Domingos de Gusmão (2007); o Prémio Literário Afonso Lopes Vieira (2006); o 1.º Classificado do Premio del Concorso Internazionale di Poesia Castello di Duino (Trieste, Itália, 2005); a Menção Honrosa no Grande Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire (2005); o 2.º Classificado do III Concurso Nacional de Poesia Agostinho Gomes (2002); e o Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (2000).

A cerimónia da entrega do prémio realizar-se-á no próximo dia 28 de Outubro, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. Na mesma cerimónia será lançado em livro a obra de Luís Aguiar e a apresentação da peça musical «O Suspiro do Rouxinol», uma evocação a Bocage composta pelo professor Christopher Bochmann.

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