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Desporto
Equipa da UA conseguiu 7º lugar na prova de inovação e procura mais apoios
Após a MotoStudent, equipa da UA prepara ataque a outras competições
Equipa da UA conseguiu dar nas vistas na MotoStudent
Talvez merecessem uma Menção Honrosa pela perseverança e capacidade de ultrapassar os problemas que foram muitos. Na sua estreia na competição de engenharia para motas de velocidade, a Moto Student, em Alcañiz, de 6 a 9 de outubro, a única equipa portuguesa presente, que era a da Universidade de Aveiro (UA), passou todos os testes exigidos e provas, estava apta a competir, mas não chegou a entrar na corrida. Um novo depósito que evita combustão valeu o 7º lugar no prémio inovação.

Apesar de vários apoios reunidos e se ter conseguido “o que era considerado impossível”, salienta o porta-voz do grupo, Pedro Silva, a inexperiência, a abismal diferença de condições financeiras, e o tempo de preparação que se revelou, afinal, curto, acabaram por levar a este desfecho.

Até à partida para o circuito MotorLand, a mota não tinha sido testada e os poucos testes feitos em Alcañiz não foram suficientes para verificar todos os requisitos que a equipa pretendia antes de competir.

A mota foi aprovada em três níveis: 1) Administrativo - que consiste no desenvolvimento do projeto teórico e inclui um conjunto de normas às quais a moto teria de obedecer -, 2) Teste estático (2a- moto introduzida numa prensa, sujeita a esforços de compressão de 250kg e 300 kg, respetivamente; 2b- Moto colocada em rolos para verificação da travagem; 2c- Analise de ruído de escape; 2d- Verificação do angulo de direção; 2e- Verificação do peso da moto (110 kg); 2f- Altura da moto ao solo) e ainda 3) Teste dinâmico – Um piloto profissional da organização fez testes em movimento dentro do circuito. O parecer deste piloto é fundamental na aprovação do teste dinâmico.

A moto, depois de ter passado todos os testes da entidade competente para tal, ficou em condições de participar em qualquer competição (foi homologada). Estas certificações encheram de orgulho a equipa da UA e mostraram como estava correto o caminho seguido e o trabalho desenvolvido. Foi realizada a prova de arranque, de travagem, de gincana, e de montagem e desmontagem da moto cronometrada, faltando a corrida.

É verdade que as várias noites mal dormidas, ou mesmo em claro, o incansável empenho de todos, o conhecimento comprovadamente mais que suficiente e a já famosa capacidade de improvisação dos portugueses, também aqui presente, foram admirados pela organização e por muitos membros de outras equipas. Mas a inexperiência e a abismal diferença entre os orçamentos da equipa da UA e as restantes concorrentes, apesar de não ter constituído uma barreira, foi um fardo muito notado que fez acumular diversas dificuldades e causou este desfecho. Enquanto a equipa portuguesa tinha um orçamento de cinco mil euros, já incluindo viagem e estadia para os nove elementos, mais um técnico do Departamento de Engenharia Mecânica e um piloto, os orçamentos das restantes equipas concorrentes eram superiores em montantes de 20 ou 40 vezes.

Procurar mais apoios para poder competir

Apesar de não ter participado na corrida, a equipa da UA ficou em 26º lugar, num total de 35 concorrentes.

Ao traçar o balanço da participação desta equipa da UA, o porta-voz salienta a experiência adquirida, valiosíssima para voltar à prova na próxima edição, daqui a dois anos, e para tentar participar no Campeonato Nacional de Velocidade em 2017.

Pedro Silva salienta o 7º lugar, o melhor entre as equipas que participavam pela primeira vez na MotoStudent, conseguido com o projeto de inovação que consiste num deposito em sandwich com alumínio e cortiça, que evita combustão. O projeto de inovação é exigido a qualquer participante na MotoStudent.

Apesar dos bons indicadores na participação e vários apoios conseguidos, o porta-voz da equipa alerta para a necessidade de conseguir reunir apoios para um orçamento bem mais avultado.

A equipa foi convidada a estar presente no evento que se realiza no Autódromo do Estoril, “European Le Mans Series - 4 Horas do Estoril”, a realizar entre 21 e 23 de outubro. Um dos mais importantes patrocinadores do projeto já mostrou grande agrado pelos resultados obtidos, mostrado interesse em prolongar o patrocínio.

A equipa agradece a todos os patrocinadores que contribuíram para a execução do projeto:

  • Fundação de Desporto
  • Ciclo Frapil – quadro (Águeda)
  • Machado e Silveira - Braço oscilante (Alcobaça)
  • Sikawa – Soldadura (Ílhavo)
  • Yasaki Europe -  Sistema de aquisição de dados (Ovar)
  • Castrol - Óleos e lubrificantes
  • Jomotos - Peças (Leiria)
  • Veterano - Peças (Porto)
  • Racespec - Peças (Águeda)
  • Crazy Bike - Carenagem
  • Ansitec - Autodesk Inventor – Sistema CAD
  • CMS - Capacetes (Anadia)
  • Atena Automação Industrial – Maquinação de componentes (Aveiro) 
  • Macra Exhausts – Escape (Aveiro)
  • Indasa (Aveiro)
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