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Aluna da UA esteve com a Operation Wallacea em Madagáscar
Nadar com tartarugas no país do Rei Julien
Joana Batalha em Madagáscar
Entre a experiência de mar, onde nadou com uma tartaruga, observou corais e peixes de cores variadas, e os dias na chamada floresta seca, onde conviveu com lémures, muitos lémures, a aluna de Biologia da Universidade de Aveiro (UA) teve a experiência da sua vida. Joana Batalha esteve um mês com a organização Operation Wallacea, a apoiar investigação em regime de voluntariado, no país que ficou conhecido em todo o mundo desde que Julien, rei da farra e dos lémures, foi estrela no filme “Madagáscar”.

O trio de alunos da UA que participaram, este verão, nas atividades voluntárias da Operation Wallacea inclui Joana Batalha, para além de Pedro Sá e Beatriz Costa em trabalho já publicado no uaonline (http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=47561&lg=pt). Enquando Pedro e Beatriz estiveram nas Honduras, Joana decidiu-se pelo lado contrário do meridiano, para um dos países mais pobres do mundo, mas um dos mais ricos em biodiversidade. Em Madagáscar, Joana esteve um mês, duas semanas na zona sul e costeira e outras duas na zona norte.

Endémicos daquela ilha africana, os lémures, grupo de animais que existem apenas naquela região do globo (e nas ilhas Comores), diferenciaram-se em dezenas de espécies, aspetos, tamanhos e hábitos. Joana viu, pelo menos cinco espécies de lémures, diurnas e noturnas, no seu habitat natural, na zona norte da ilha. Para além dessas espécies endémicas, a aluna de Biologia viu duas espécies de camaleões de grandes dimensões e vários outros répteis, como cobras, lagartos e crocodilos, muitos insetos, mas, talvez, uma menor diversidade de aves do que seria expetável. Joana salienta, no entanto, que muitas dessas espécies são endémicas de Madagáscar, o que as valoriza ainda mais em termos de conservação da natureza.

Ao longo do trabalho de campo que acompanhou no norte da ilha, Joana destaca, em termos científicos, a identificação de uma nova espécie de aranha-lobo. Durante esse período soube-se ainda que tinha sido fotografada uma fossa, naquela região, carnívoro que se pensa ser da família dos mangustos ou fuínhas. Até então,  tinha sido associado apenas ao sul e litoral do Madagásca.

descrição para leitores de ecrã
Lémur rato castanho (Microcebus rufus).

Ver ao vivo a morte dos corais

Joana foi dando apoio aos trabalhos de investigação, ora acordando às 5h00, para estudar aves, ora um pouco mais tarde, no caso das saídas de campo para localizar outros animais. A atividade passava por localizar, identificar, capturar e medir, atos que envolvem técnicas diferentes, consoante o grupo de seres vivos. Todas essas técnicas que foi aprendendo serão muito úties para trabalhos de campo futuros.

Durante o período na costa de Madagáscar, fez mergulho, observando e medindo corais, analisando o graude branqueamento a que são sujeitos, sendo que branqueamente neste caso significa morte: eis um dos maiores desafios da conservação da natureza relacionada com os ambientes marinhos, sobretudo em regiões quentes, nos dias de hoje.

A aluna de Biologia mergulhou com peixes cores diversas e nadou ao lado de uma tartaruga... Viu polvos, lesmas-do-mar, outriços, esponjas e anémonas de cores muito variadas… Nesse período, foi ainda possível concluir um curso avançado de mergulho.

Apesar de cansativo, Joana salienta a experiência que ganhou, os novos colegas que conheceu e os contactos que fez, tudo durante este mês de trabalho voluntário no país dos lémures.

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