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Distinções
Mikhail Zheludkevich, do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica e do CICECO
Investigador da UA premiado pela Sociedade Internacional de Eletroquímica
Mikhail Zheludkevich e uma amostra dos nano-contentores desenvolvidos para o revestimento de aviões
Mikhail Zheludkevich é o vencedor do Prémio Tajima da Sociedade Internacional de Eletroquímica (ISE). O galardão, entregue por uma das mais importantes e representativas sociedades científicas ligadas à área da eletroquímica, reconhece o trabalho científico que o investigador da Universidade de Aveiro (UA) tem desenvolvido na ciência ligada à corrosão, especialmente através da descoberta de técnicas eletroquímicas localizadas e de revestimentos de proteção. O prémio vai ser anunciado no encontro anual da ISE que se realizará em agosto, na Holanda, e que vai reunir os grandes cientistas mundiais ligados à Eletroquímica.

Nascido em 1976, na República da Bielorrússia, Mikhail Zheludkevich é licenciado em Química, mestre e doutorado em Físico-Química pela Universidade Estatal da Bielorrússia. Especialista em Ciência de materiais, Química, Eletroquímica, Ciências da corrosão, Revestimentos e Nanotecnologias, Mikhail Zheludkevich é investigador no Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC) e no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro da UA.

A desenvolver investigação em proteção ‘inteligente’ contra a corrosão, baseada no efeito de auto-reparação, sistemas de libertação controlada para proteção de corrosão, revestimentos protetores nanoestruturais, mecanismos de inibição de corrosão, revestimentos de compósitos e técnicas localizadas de pesquisa sobre a corrosão, o jovem investigador é autor de várias dezenas de papers com milhares de citações em revistas mérito científico reconhecido por todo o mundo.

Mikhail Zheludkevich faz parte da equipa de investigadores da UA que está a desenvolver para a indústria aeronáutica um revestimento inteligente que, quando aplicado à fuselagem dos aviões, repara, como se de pele se tratasse, pequenas ruturas resultantes de impactos mecânicos e ambientais sofridos pelos aparelhos durante o voo. Constituído por nano-contentores com uma espessura mil vezes mais pequena da de um fio de cabelo, que libertam do seu interior moléculas ‘restauradoras’ sempre que necessário, o revestimento pode ser utilizado pela indústria aeronáutica. 

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