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Entrevistas
Professora UA – Ana Balula, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda
Passaporte carimbado na ESTGA para o mercado de trabalho
Ana Balula
Os 400 protocolos de colaboração que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) tem com outras tantas empresas nacionais e internacionais reflete a fortíssima aposta que esta escola politécnica da Universidade de Aveiro (UA) faz em prol da inserção dos estudantes no mercado de trabalho. A ligação às empresas é mesmo um dos grandes fios condutores da ESTGA que permite aos estudantes agarrarem uma oportunidade de peso para colocar em prática a sólida formação e de mostrarem aos empregadores porque é que fazem a diferença. Esta é a convicção de Ana Balula, uma das referências no ensino da ESTGA.

Responsável desde há 14 anos pelo ensino de línguas em vários cursos da ESTGA, de cuja Comissão Executiva é membro, Ana Balula é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Coimbra (UC), e, pela UA, mestre em Multimédia em Educação e doutorada em Multimédia em Educação. Nos últimos anos a docente tem colaborado com o Departamento de Educação e Psicologia e com o Departamento de Comunicação e Arte da UA na supervisão de alunos de doutoramento. 

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes na ESTGA?

A ligação da ESTGA com a sociedade e o tecido empresarial é muito forte e isso reflete-se no trabalho desenvolvido com os alunos. Temos mais de 400 protocolos de cooperação assinados com organizações públicas e privadas que se traduzem, por exemplo, na realização de aulas abertas com especialistas renomeados, em programas de tutoria (um tutor externo por aluno) e na integração de estágios curriculares. Estou convencida de que os nossos alunos valorizam a formação que lhes é dada – do ponto de vista técnico e também do das competências transversais como são o trabalho em equipa, a liderança, a autonomia e a capacidade de adaptação à mudança. A formação dada na ESTGA também é valorizada pelo tecido empresarial e tal é visível, por exemplo, quando alguns dos nossos alunos são recrutados mesmo antes de terminarem o curso.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

Não há uma fórmula única e talvez não se aplique apenas ao professor, mas relevaria a competência científica, a competência comunicacional e a humildade – não necessariamente por esta ordem.

O que mais a fascina no ensino?

O contacto com os alunos – por um lado, a oportunidade de contribuir para o seu crescimento a nível pessoal e profissional e, por outro lado, a oportunidade para aprender com eles.

Que grande conselho daria aos alunos?

Daria alguns, diferentes de aluno para aluno, mas na verdade um conselho só é eficaz quando dá voz à vontade interior de quem o recebe.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Todas as turmas deixam a sua marca, mas confesso que os alunos que mais me marcaram foram aqueles que se deixaram desafiar a chegar mais longe. Aprecio os que nunca desistiram nem se contentaram com pouco.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Eu, como qualquer outro professor de língua, faço um esforço por não descurar a componente da oralidade. Em contexto de sala de aula, nem sempre é fácil levar os alunos a praticar a língua oralmente porque eles tendem a agarrar-se muito aos registos escritos. Por este motivo, há uns anos atrás resolvi trazer os meus alunos para a rua para, simplesmente, falarem em alemão. Um dia, organizei os alunos em grupos, pedi-lhes para que secretamente selecionassem um destino e dessem orientações, em alemão, ao restantes alunos até estes descobrirem o local em causa. Neste dia, uma aluna da ESTGA (que nunca foi minha aluna) resolveu acompanhar o grupo para ver se conseguia aprender algumas palavras em alemão. Enquanto percorríamos as ruas de Águeda, eu colocava-lhes questões relacionadas com os tipos de empresa e os tipos de serviços e produtos que íamos encontrando e todos eles reagiram muito bem à estratégia. Até a nossa conviva “estrangeira”, que até hoje relembra “Gehen Sie immer geradeaus” [em português, “Vá sempre em frente”].

Escusado será dizer que é uma prática que mantenho até hoje!

 

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