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Entrevistas
Professora UA – Lígia Abrunheiro, Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro
Contabilidade, Finanças e Marketing têm no ISCA-UA carimbo de alta qualidade
Lígia Abrunheiro
É a ponta de lança de serviço no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA) para descomplicar a Matemática e explicar de que forma esta é uma ferramenta indispensável para o êxito dos estudantes nas salas de aula e, no futuro, no mercado de trabalho. Chama-se Lígia Abrunheiro, é há duas décadas docente numa casa que privilegia um “ensino de excelência” e uma estreita ligação ao mundo empresarial. Ingredientes que fazem do ISCA-UA uma referência nacional no ensino e investigação em Contabilidade, Finanças e Marketing.

Doutorada em Matemática (especialidade de Matemática Pura) Lígia Abrunheiro é professora no ISCA-UA  desde 1996, instituição onde é responsável pelo ensino e regência de unidades curriculares da área científica de matemática (nos regimes diurno, pós-laboral e de ensino a distância).

Investigadora nas áreas de geometria Riemanniana e simplética, cálculo de variações e teoria de controlo ótimo, a docente é, desde maio de 2013, membro integrado do grupo de Sistemas e Controlo do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA) da Universidade de Aveiro. De 1996 a 2004, foi membro investigador do grupo de Teoria de Controlo do Pólo de Coimbra do Instituto de Sistemas e Robótica.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos do ISCA-UA?

A formação oferecida nos cursos do ISCA-UA é sem dúvida de alto nível. Esta é também a ideia que me é transmitida pelos estudantes e aliás, pela exigência que estes procuram, não poderia ser de outra forma. Desde que sou docente no ISCA-UA - e hão-de cumprir-se 20 anos este ano - que sou testemunha do ensino de excelência que esta instituição pratica, aspeto crucial para o sucesso de um curso. Para além disso, sendo uma escola com ligação ao meio empresarial, observo que têm vindo a ser desenvolvidas diversas estratégias de interação entre o mercado de trabalho e o ensino ministrado. O ISCA-UA apresenta ainda a mais-valia da oferta formativa em regimes distintos: diurno, pós-laboral e de ensino a distância.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

O segredo para se ser um bom professor reside essencialmente no gosto de ensinar.  O bom professor é aquele que se esforça para se fazer compreender e que consegue estimular a aprendizagem.  É importante ainda que tenha a sensibilidade de se colocar no papel do estudante quando é necessário e que consiga o seu respeito e admiração.

O que mais a fascina na profissão docente?

São várias as coisas que, ano após ano, continuam a fazer da profissão que escolhi uma profissão estimulante. Apraz-me bastante saber que posso contribuir para a desmistificação que existe em torno do “fantasma da matemática”. Decidi desde cedo que queria ser professora de matemática, foi logo na escola primária que comecei a encantar-me por esta área científica. Para além deste encanto e porque isso, só por si, não determina a aptidão para ensinar, esta profissão exige que continuemos a maravilhar-nos  por transmitir aos outros o conhecimento. É muito recompensador quando conseguimos  arranjar estratégias que despertam a motivação de quem está a tentar aprender. Ensinar os estudantes e com eles tentar aperfeiçoar a arte de ensinar é um dos maiores contentamentos (e desafios!) que tenho na minha vida profissional.

Que grande conselho daria aos seus alunos?

Aos meus alunos procuro sempre transmitir a importância de trabalhar com afinco nas matérias que vão aprendendo, de ganhar alguma independência no estudo e de não desistir à primeira (nem à segunda, nem à terceira!). É igualmente fundamental que encontrem um equilíbrio entre a vida de estudante e a vida pessoal, e ainda a vida profissional no caso do trabalhador-estudante. Por fim, o estudante deve ter consciência de que o professor tem também um papel de orientador e que fará o que estiver ao seu alcance para o ajudar a delinear estratégias que conduzam ao êxito no estudo.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Ao longo destes anos existiram diversas turmas e alunos que me marcaram, sendo difícil por isso responder a esta questão. Como tentei explicar acima, ensinar é também uma aprendizagem para o professor e, portanto, cada nova turma que tenho marca-me de alguma forma. Destaco as turmas do regime , pós-laboral e as do ensino a distância onde tenho presenciado diversas situações de empenho e coragem que são de louvar. De facto, muitos dos alunos que escolhem estudar nestes regimes de ensino têm histórias de vida impressionantes e os anos que passam no ISCA visam uma nova oportunidade na vida (pessoal ou profissional) a que se agarram com muita vontade.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Da cumplicidade que consigo ter com os alunos resultam sempre situações caricatas que recordo com satisfação. Já vivi também alguns episódios mais delicados, como é o caso de enfrentar alunos com comportamentos menos corretos, ou de lidar com alunos que lutam com problemas sérios de saúde, ou ainda de tentar ajudar alguns com dificuldades de integração por motivos culturais ou outros. Devo dizer que a tarefa nem sempre é fácil, em particular por ser professora de matemática.  Quantas foram as vezes em que um aluno, já aborrecido por não estar a entender a matéria, começa a meio da aula a disparatar e a dizer que a matemática não serve para nada. Nestas situações tento sempre dar o meu melhor para os fazer voltar à realidade e os fazer compreender que a matemática faz parte dessa realidade de uma forma tão natural que eles não a detetam à primeira vista. Todos os anos tenho alunos que me confessam terem deixado de ter medo da matemática por os ter feito ver que esta disciplina afinal não é um “bicho de sete cabeças”. Para mim este retorno é bastante confortante e motivador. 

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