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Investigação
Investigadores da UA participam em estudo que envolve três instituições
Exercício físico protege contra alterações sistémicas associadas ao cancro
Ratos com cancro da mama beneficiam com exercício
Estudos em modelo animal realizados por uma equipa de investigadores, incluindo vários da Universidade de Aveiro (UA), concluíram que o exercício físico de longa duração tem um efeito sistémico protetor contra a perda de peso corporal associada ao cancro em estádios avançados da doença. Os estudos foram realizados com ratos submetidos a 35 semanas de exercício físico, que equivale a cerca de 25 anos em humanos.

Esta colaboração entre várias instituições no âmbito de projetos financiados pela FCT, permitiu verificar uma ação anti-inflamatória do exercício físico na prevenção da perda de massa muscular esquelética e, consequentemente, de peso corporal. Este efeito parece decorrer da regulação da via de sinalização TWEAK/NF-kB.

Falta ainda transpor o estudo para os humanos, algo que é complexo não só por questões éticas como também pelo perfil clínico dos doentes que é heterogéneo, assinala Rita Ferreira, professora do Departamento de Química da UA. Antecipando algumas das diferenças na transposição do estudo para os os humanos, afirma que o tipo e intensidade do programa de exercício físico terá de ser delineado para cada doente.

Os resultados deste estudo foram publicados no periódico científico Acta Physiologica e destacado no portal da Associação Protuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC). O trabalho decorre do doutoramento de Ana Isabel Padrão, realizado na UA e com a participação de mais duas instituições. Ana Isabel Padrão é atualmente investigadora de pós-doutoramento na unidade de investigação em Química Orgânica, Produtos Naturais e Agro-alimentares (QOPNA), unidade da UA, e do Centro de Investigação em Actividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Da equipa autora do estudo agora publicado fazem ainda parte, para além de Ana Isabel Padrão, os investigadores da UA, Maria Margarida Loureiro, Rui Vitorino, Francisco Amado e Rita Ferreira.

Em setembro vai começar um outro estudo que volta a usar um modelo animal de cancro para avaliar o impacto do exercício físico praticado ao longo da vida na prevenção do cancro da próstata e alterações sistémicas associadas, bem como, identificar as vias de sinalização envolvidas e moléculas-alvo que permitam monitorizar o aparecimento e progressão tumoral.

Mais informações:

http://www.aspic.pt/pt-pt/noticias/o-exerc%C3%ADcio-f%C3%ADsico-de-longa-dura%C3%A7%C3%A3o-previne-o-catabolismo-muscular-associado-ao-cancro#.V2wCvrgrLcs

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