conteúdos
links
tags
Entrevistas
Entrevista a Carlos Morais e a Cheng Cuicui, diretores do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro
Instituto Confúcio da UA comemora um ano de vida sob o signo do sucesso
Carlos Morais e Cheng Cuicui
Nasceu a 23 de abril de 2015, precisamente há um ano atrás, com a grande missão de divulgar e promover a língua e cultura chinesas e apoiar o ensino de chinês nas escolas de ensino secundário. Um ano depois, Carlos Morais e Cheng Cuicui, os dois diretores do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro (IC-UA), fazem um balanço “extremamente positivo”. Feitas as contas, centenas de pessoas tiveram contacto ao longo do último ano com a cultura chinesa através das dezenas de iniciativas culturais promovidas pelo IC e hoje há mais de 1000 alunos a aprender mandarim nas escolas da região centro do país.

Um ano depois do nascimento do IC-UA, como avaliam o trabalho que tem sido desenvolvido?

O trabalho desenvolvido ao longo deste ano tem sido extremamente positivo. A par de um complexo e demorado processo de aprendizagem sobre o modo de funcionamento de um Instituto Confúcio, organizámos atividades culturais dentro e fora da UA, proporcionando assim a oportunidade para que muitas pessoas pudessem aprender aspetos da ainda muito desconhecida cultura chinesa, realizámos exames de certificação de nível (exames HSK), consolidámos projetos de ensino já existentes fora da UA a crianças do 1.º ciclo do ensino básico, criámos novos projetos em estabelecimentos privados e apoiámos o projeto-piloto de ensino ao 10.º ano em quatro escolas da região centro (Oliveira Júnior, S. João da Madeira; Soares Basto, Oliveira de Azeméis; José Estêvão, Aveiro; D. Duarte, Coimbra). Neste momento, temos mais de 1000 alunos a aprender mandarim. E a nossa perspetiva é a de que este número continue a aumentar.

No último ano o IC-UA tem organizado múltiplas atividades culturais chineses abertas à comunidade. Que balanço fazem dessas atividades e como tem sido a adesão das pessoas às iniciativas?

A adesão da comunidade tem sido muito significativa. Destacam-se, entre outros aspetos, as celebrações do dia dos Institutos Confúcio, do dia da lua cheia (setembro), do dia do ano novo chinês e do festival das lanternas (fevereiro), a realização de duas exposições, de três concertos de música chinesa, por docentes e alunos do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA), realizados no Museu de Aveiro, em S. João da Madeira e em Vila Nova de Gaia, de um espetáculo de artes marciais no Fórum de Aveiro, e ainda as diversas visitas à exposição sobre os “Guerreiros de Xi’an”, na Alfândega do Porto, que proporcionámos a cerca de 500 alunos, bem como as muitas sessões de Artes Marciais nas escolas, na universidade, algumas delas dirigidas a pessoas com deficiência.

E para o futuro? Para onde e como está a avançar o Instituto?

No futuro, esperamos consolidar o trabalho feito e continuar a alargar, através de protocolos, os projetos de ensino da língua e cultura chinesas a mais escolas públicas e privadas da região centro de Portugal. Ao longo dos próximos meses, além das habituais atividades culturais e de ações de formação para professores de chinês, vamos promover, em colaboração com o DeCA, o concurso “Lendas da China – Prémio Instituto Confúcio da UA, Artes 2016”, nas áreas de Arte, Design, Multimédia e Música, realizar o Congresso Internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China” (com o envolvimento de vários departamento da UA), nos dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2017 (início do ano novo chinês), contruir a Plataforma Digital ‘Conhecer o Império do Meio, escrever a Tinta da China’, organizar visitas de estudo à China e publicar dois livros na área de estudos chineses.

Também estamos a preparar a formação contínua de professores de mandarim, estamos a desenvolver os materiais didáticos mais adequados para o contexto didático nas escolas primárias e secundárias. Vamos organizar uma exposição de fotografias da Arte de Dunhuang, em setembro (durante o período  da celebração do dia internacional dos Institutos Confucio), apresentando a cultura da antiga rota da seda terrestre através das pinturas murais. 

imprimir
tags
outras notícias