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Distinções
Susana Sargento, investigadora do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática e do IT
Cientista da UA conquista Prémio Mulheres Inovadoras da União Europeia 2016
O Comissário europeu Carlos Moedas e a investigadora Susana Sargento
Susana Sargento, docente do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) e investigadora do Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro (UA), venceu o Prémio Mulheres Inovadoras da União Europeia 2016. Atribuído pela Comissão Europeia com o objetivo de reconhecer as empreendedoras que se destacaram por introduzir ideias inovadoras no mercado, o prémio de 100 mil euros foi anunciado dia 10 de março, em Bruxelas. Susana Sargento, co-fundadora da Veniam, a startup responsável pela criação e gestão da maior rede veicular do Mundo, foi a primeira portuguesa entre as nove finalistas ao Prémio.

Esta é a terceira edição do Prémio Mulheres Inovadoras da União Europeia, entregue este ano pelo Comissário europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas. O concurso é aberto a mulheres fundadoras ou cofundadoras de empresas e de alguma forma relacionadas com os programas de financiamento da Comissão Europeia. Com a distinção destes exemplos, a Comissão Europeia procura também inspirar outras mulheres europeias.

Susana Sargento, docente no DETI e investigadora no IT, é responsável pelo grupo de investigação Arquiteturas e Protocolos de Redes. Doutorada em Engenharia Eletrotécnica pela UA em 2003, Susana Sargento foi docente no Departamento de Ciências de Computadores na Universidade do Porto, entre 2002 e 2004, e foi professora convidada na Universidade de Carnegie Mellon (EUA) em 2008/2009.

A Veniam é uma spin-off das universidades de Aveiro, Porto e do Instituto de Telecomunicações, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a UPTEC e o Programa Carnegie Mellon Portugal. Foi fundada em 2012, por Susana Sargento, João Barros (docente da Universidade do Porto e investigador do IT), Roy Russell e Robin Chase (fundadora e ex-CEO da Zipcar, a maior empresa de car-sharing do mundo).

Esta startup tecnológica desenvolve tecnologia inovadora e está apostada em criar a “internet das coisas em movimento” (“internet of moving things”). Utiliza a conetividade entre veículos, objetos móveis e utilizadores finais para ampliar a cobertura de rede Wi-Fi, a custos reduzidos. Implanta redes veiculares nas cidades que transformam carros, autocarros ou camiões em hotspots (pontos de acesso) Wi-Fi em movimento.  Neste momento, a Veniam tem uma equipa internacional constituída por 40 pessoas: 30 em Portugal, seis nos Estados Unidos e quatro em Singapura. Das quatro dezenas de colaboradores, cerca de 28 são engenheiros portugueses, oito dos quais são doutorados.

Susana Sargento teve as responsabilidades de VP de engenharia e diretora de Corporate Research. A primeira rede veicular de larga escala a nível mundial foi chave para o sucesso da Veniam, pois permitiu iniciar uma revolução no futuro das redes de comunicação construídas através de elementos móveis, como os veículos.

Recentemente, a Veniam anunciou um investimento de 20 milhões de euros (cerca de 22 milhões de dólares) num financiamento de Serie B, liderado pela Verizon Ventures com a participação da Cisco Investments, Orange Digital Ventures e Yamaha Motor Ventures. Este montante eleva o total de capital de risco investido na Veniam a 24 milhões de euros (cerca de 27 milhões de dólares). Um financiamento que vai permitir ampliar a plataforma de alta tecnologia da Veniam e expandir os serviços e modelos de negócio associados à criação, gestão e exploração de redes Wi-Fi de veículos por frotas urbanas, portos, aeroportos, fábricas e outros ecossistemas de transporte por todo o mundo. Na agenda da empresa estão cidades como Nova Iorque (Estados Unidos), Barcelona (Espanha), Londres (Inglaterra) e Singapura.

Com mais de 15 anos de experiência na liderança técnica em vários projetos nacionais e internacionais, Susana Sargento tem trabalhado de forma muito próxima com operadores de telecomunicações e fabricantes. Do lado da investigação, esteve envolvida em vários projetos FP7, como o Future Cities – no qual foi corresponsável por implementar a rede de veículos nos autocarros e camiões, assim como as estações fixas na cidade, que conta atualmente com mais de 600 veículos na cidade do Porto - projetos nacionais com instituições de investigação e com a indústria, e projetos do Programa CMU Portugal (DRIVE-IN e S2MovingCity).

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