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Investigação
Estudo realizado nos concelhos do Baixo Vouga
Estudo do ISCA-UA conclui que compras de Natal da região se fazem maioritariamente em shoppings/hipermercados
Sugestões para melhor gerir as despesas de Natal
Um inquérito realizado por alunos e investigadores do Instituto de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA) em sete municípios do Baixo Vouga concluiu que a “esmagadora maioria” dos inquiridos faz as compras de Natal em hipermercados e shoppings. O período preferencial das compras é durante o mês de dezembro até à semana anterior ao Natal. Dos que afirmam não fazer compras de Natal, 47 por cento alega razões económicas. O inquérito foi realizado entre 25 novembro e 4 de dezembro.

A “esmagadora maioria”, ou seja, cerca 76,7 por cento dos 386 inquiridos, com idade superior a 18 anos, residentes nos municípios de Aveiro, Águeda, Albergaria, Estarreja, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Vagos, afirma fazer as compras em hipermercados e shoppings. O comércio tradicional reúne a preferência de 35 por cento dos respondentes. A grande maioria diz comprar prendas para familiares diretos, descendentes ou ascendentes.

Quando questionados sobre o período de compras, 64 indicam o mês de dezembro até à semana antes do Natal. Uma percentagem inferior, 27 por cento, refere a semana do Natal como semana preferencial para as compras. Apenas nove por cento diz pretender fazê-lo no período após o Natal, durante os saldos.

Curioso ainda, de acordo com as entrevistas realizadas pelos alunos do 2º ano da Licenciatura em Marketing do ISCA-UA, no âmbito das atividades para a unidade curricular em Comportamento do Consumidor e Pesquisa de Mercado, é que 45 por cento dos orçamentos destinados a compras de Natal é direcionado para artigos de perfumaria e cosmética. Para livros, vai 32 por cento dos orçamentos e, para brinquedos, é destinado 28 por cento.

Razões económicas são principal motivo para não fazer compras

Pela primeira vez, salienta Joaquim Marques, docente que coordenou o estudo com o colega José Albergaria, um inquérito deste tipo revela que as razões económicas são o argumento mais comum entre os que afirmam não pretender fazer compras de Natal. São 47 por cento dos inquiridos os que referem este motivo, enquanto 23 por cento alega razões pessoais. Quando questionados sobre a influência da atual situação politica/económica do país, 47 por cento afirmam ter influência nas suas compras de Natal.

Trata-se de um estudo de caracterização do comportamento dos consumidores face às compras de Natal, realizado pela primeira vez no âmbito das atividades do Centro de Investigação em Marketing e Análise de Dados (CIMAD), unidade de investigação do ISCA-UA, na região de Aveiro. O método escolhido foi a entrevista presencial.

O contexto atual de crise remete para profundas alterações no comportamento dos consumidores, afirmam os coordenadores do estudo. A sociedade portuguesa tem vindo a ser confrontada com alterações económicas, financeiras, políticas e sociais, com impactos significativos no comportamento dos indivíduos. Neste contexto, compreender o comportamento do consumidor face às compras de Natal adquire particular relevância, explicam ainda, uma vez que tradicionalmente esta é a época do ano com maior volume de vendas em diversas áreas de negócio.

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