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Investigação
Em estudo novas soluções para redes de troca de dados
Investigadores da UA propõem, na Scientific Reports, regras para construção de estados eletrónicos localizados em redes cristalinas
Ricardo Dias e José Daniel Gouveia propõe regras de origami para redes cristalinas
As redes cristalinas são conhecidas pela sua estrutura estável e regular, possibilitando a condução eletrónica, mas, sendo (teoricamente) perfeitas, torna-se impossível localizar eletrões. As impurezas podem introduzir alterações na circulação de eletrões e induzir a sua localização na rede. E se fosse possível criar novas geometrias de rede que levam à localização de eletrões sem impurezas? Investigadores da UA publicaram na Scientific Reports, do grupo Nature, regras para gerar e modificar essas geometrias que, então, podem ser usadas, por exemplo, para condução de sinal e informação em redes fotónicas. Chamaram-lhes regras de origami.

Regras de origami para construção de estados localizados: dividir, dobrar e desdobrar a rede. Essa foi a designação que os investigadores do Departamento de Física e da UA e do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N), laboratório associado em que participa a UA, deram à metodologia proposta na Scientific Reports, periódico do grupo Nature. Conhecido o estado eletrónico localizado numa rede cristalina com determinada geometria, o método permite obter um estado eletrónico localizado numa rede com outra geometria.

As regras podem ser aplicadas a redes com qualquer número de dimensões: de 0, ou seja com a dimensão de uma molécula, a três dimensões, com ou sem interação entre os eletrões.

O estado eletrónico localizado assim obtido, numa determinada rede, abre a porta à condução de dados ou informação, explica o investigador Ricardo Dias. O objetivo último é determinar o conjunto de estruturas cristalinas que têm estados localizados.

Apesar de se tratar de um trabalho de física teórica, como exemplo de compostos conhecidos com caraterísticas mais próximas das estudadas neste trabalho, o investigador refere os pirocloros, estudados a nível teórico e ainda sem aplicação prática.

Ricardo Dias, que assinou este artigo com o seu orientando de doutoramento, José Daniel Gouveia, estuda, há quatro anos, sistemas eletrónicos geometricamente frustrados e sistemas magnéticos frustrados, após um doutoramento em Supercondutividade, na Universidade de Cambridge.

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