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Distinções
Investigação de Rita Bastos dos laboratórios associados CICECO e Instituto de Telecomunicações da UA
Circuitos óticos do futuro criados na UA valem hoje Prémio da Gulbenkian
A investigadora Rita Bastos
A investigadora Rita Bastos quer produzir circuitos óticos integrados de baixo custo, permitindo a transposição das técnicas de modulação de elevada eficiência espectral para a rede de acesso. Tais circuitos abrirão as portas aos utilizadores residenciais para redes de elevada largura de banda. Confuso? Nem por isso se se disser que o trabalho da investigadora da Universidade de Aveiro (UA) tem por objetivo ajudar a que tecnicamente seja possível, no futuro, termos acesso em casa a uma internet muito mais rápida e a uma imagem televisiva de alta qualidade quando chegar a hora das televisões 3D. O projeto acaba de ser premiado na edição de 2015 do Programa de Estímulo à Investigação da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nos últimos anos, as redes de telecomunicações têm evoluído no sentido do aumento da capacidade de transporte de informação e do ritmo de transmissão. O volume de informação tem crescido exponencialmente e prevê-se que, assim, continue. Neste contexto, aponta a estudante de doutoramento dos departamentos de Física e de Engenharia Electrónica e Telecomunicações da UA, “é necessário um desenvolvimento tecnológico, de modo a suportar o aumento da largura de banda”.

Se os primeiros passos já foram dados, “através da migração da tecnologia elétrica para a fibra ótica, utilizada para o transporte de informação, a implementação da tecnologia de transporte ótico nas redes de telecomunicações requer o desenvolvimento de dispositivos de ótica integrada que têm como objetivo processar o sinal”. Neste âmbito, explica Rita Bastos, “a ótica integrada tem o intuito de introduzir várias funcionalidades no processamento do sinal, num único chip, permitindo sistemas compactos”.

Para além disso, “o futuro das redes em fibra ótica requer arquiteturas economicamente viáveis, que permitam uma redução dos custos de produção e implementação”.  Concluindo, é pois necessário desenvolver uma tecnologia de ótica integrada que permita ter uma elevada largura de banda e que seja de baixo custo permitindo uma utilização em larga escala.

Intitulado "Circuitos de Ótica Integrada de Baixo Custo para a Nova Geração de Redes Óticas", e orientado pelos professores da UA Maria Rute Ferreira André e Mário Lima e por Paulo André, do Instituto Superior Técnico, a investigação de Rita Bastos pretende desenvolver e caracterizar “circuitos óticos integrados de baixo custo, que possam permitir a transposição das técnicas de modulação de elevada eficiência espectral para a rede de acesso, tornando acessível aos utilizadores residenciais redes de elevada largura de banda”. Os dispositivos de ótica integrada, explica a investigadora, “serão produzidos a custo reduzido e com baixa complexidade, usando materiais híbridos orgânico-inorgânicos como substratos e escrita direta por radiação laser UV para a padronização das estruturas óticas na superfície dos filmes”.

O projeto, cuja fase experimental decorrerá no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e no Instituto de Telecomunicações de Aveiro, ambos laboratórios associados da UA, valeu já um Prémio na edição de 2015 do Programa de Estímulo à Investigação da Fundação Calouste Gulbenkian.

“Sendo que o Programa de Estímulo à Investigação da Fundação Gulbenkian distingue anualmente propostas de investigação de elevado potencial criativo em diversas áreas científicas, é com grande satisfação e gratidão que recebo este prémio, que comprova que o tema deste projeto é valorizado, reconhecido e permitirá ter melhores condições de evolução científica”, congratula-se Rita Bastos.

Recorde-se que da UA, Pedro Cunha, do Departamento de Física, e Diana Costa, do Departamento de Matemática, também conquistaram o mesmo Prémio entregues pelo programa da Gulbenkian que distingue anualmente propostas de investigação de elevado potencial criativo em áreas científicas no âmbito da Matemática, Física, Química e Ciências da Terra e do Espaço, apoiando a sua execução em centros de investigação portugueses.

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