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Divulgação de Ciência
Campanha “Dar Nome a Novos Mundos”
Planeta descoberto com a ajuda de físico da UA à procura de nome
O investigador Alexandre Correia
Para celebrar o 20.º aniversário da descoberta do primeiro exoplaneta, em 1995, a União Astronómica Internacional (IAU), autoridade responsável pela atribuição de nomes oficiais a corpos celestes, lançou um concurso internacional para batizar 20 novos sistemas planetários. À procura de nome estão no total 15 estrelas e 32 exoplanetas. Uma equipa portuguesa, da qual fez parte Alexandre Correia, investigador da Universidade de Aveiro (UA), contribuiu decisivamente para a descoberta de um destes exoplanetas, localizado no sistema planetário mu Arae. Por isso, em forma de homenagem à equipa lusa, o Planetário do Porto decidiu participar no concurso e propor para este sistema nomes da cultura portuguesa.

Os nomes propostos por Portugal para a votação são Lusitânia, para a estrela mu Arae, e Adamastor, Esperança, Caravela e Saudade para os quatro exoplanetas deste sistema. Estes nomes foram propostos pelo Planetário do Porto em articulação com a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva e o Observatório Astronómico de Santana, nos Açores, entidades portuguesas credenciadas para esse fim perante a IAU.

A campanha «Dar Nome a Novos Mundos» está disponível em http://www.iastro.pt/outreach/activities/darnomeanovosmundos/

“Eu participei na análise das observações, em particular em tentar compreender quantos planetas estavam realmente a ser observados”, lembra Alexandre Correia, investigador do Departamento de Física da UA que fez parte da equipa nacional que, em 2007, descobriu o sistema planetário mu Arae situado a 50 anos-luz do planeta Terra.

Na realidade, lembra o especialista em sistemas solares, planetas extrassolares e física planetária, esta já não foi a primeira descoberta de um planeta em que participou, “pelo que o fator novidade já não teve um impacto tão grande”. No entanto, em 2005, quando descobriu o seu primeiro planeta, o HD 202206 c situado a 150 anos-luz, e com um período orbital de 3,5 anos, lembra-se de pensar: "Sou a única pessoa na Terra que sabe que este planeta existe, é preciso divulgar isto o mais depressa possível". 

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