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Secretário de Estado do Ensino Superior iniciou campanha na UA
CTeSP: nova opção no Ensino Superior com “aplicação mais imediata”
Secretário de Estado (à esq., na foto) começou na UA divulgação dos CTeSP
Conseguir com os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) um acréscimo de 10 por cento de jovens a chegar ao Ensino Superior, nos próximos anos, para além dos atuais 40 por cento, é a expectativa do secretário de Estado, José Ferreira Gomes. O secretário de Estado do Ensino Superior começou na Universidade de Aveiro (UA) uma campanha pelas instituições de ensino superior politécnico ou com politécnico integrado para divulgação desta nova tipologia de formação que, como dizia a gestora de Recursos Humanos da Grohe, combina bem “saber saber e saber fazer”.

Os CTeSP como outra opção de formação, de cariz superior, para quem pretende sair mais rapidamente com competências profissionais, para quem já tem uma formação anterior e pretende uma requalificação ou ainda para os maiores de 23. A sessão de divulgação e informação dos CTeSP com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, decorreu com esta tónica na manhã de 4 de maio, na UA. O governante iniciou na Academia Aveirense um périplo pelas instituições de ensino superior politécnico nacionais e universidades com politécnico integrado, como é o caso de Aveiro e Algarve.

José Ferreira Gomes enquadrou a criação desta nova oferta formativa, prevista desde o início da Declaração de Bolonha, na estratégia do Ministério da Educação e Ciência dotar os jovens de competências para que, no final de um ciclo de estudos, possam dizer: “Eu sei fazer isto”. Nesse sentido, foram criados os CTeSP para colmatar uma lacuna no ensino nacional quanto a cursos correspondentes ao nível 5 de qualificações segundo a OCDE.

Assim, esta é uma formação de nível superior que, ao contrário dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), explicava o secretário de Estado em resposta a um pedido da plateia para distinguir entre os dois tipos de formação, inclui um semestre de formação geral, no início. Mas, tal como os CET, inclui um semestre com estágio em ambiente laboral, no final. Ou seja, uma formação com “utilidade mais imediata”, considerava o Reitor da UA, Manuel António Assunção, que “combina bem o saber saber e o saber fazer”, no entender de Romana Duarte, gestora de Recursos Humanos na Grohe.

A gestora da Grohe salientou as competências específicas que são necessárias às empresas, particularmente na indústria, que os CTeSP fornecem, tornando estes cursos “uma boa fonte de recrutamento de novos trabalhadores”. “A indústria precisa muito de pessoas com este perfil de competências”. “Uma indústria é como uma grande orquestra onde não podem todos saber tocar violino; é preciso também quem saiba tocar violoncelo, quem toque clarinete, quem toque tuba, quem saiba tocar percussão, etc…”, comparava Romana Duarte.

João Eduardo Lemos, estudante do CTeSP em Redes e Sistemas Informáticos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda da Universidade de Aveiro (ESTGA), deu o seu testemunho a seguir, considerando que a formação que frequenta está a corresponder às expetactivas e que, no momento da escolha do curso, foi a melhor opção, tendo em conta que pretendia uma formação de caráter mais prático e aplicado.

A UA, para além dos três CTeSP já iniciados durante este ano letivo, propôs mais 10 cursos com esta tipologia para funcionarem nas suas quatro escolas politécnicas: Escola Superior Aveiro Norte (ESAN), ESTGA, Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCA-UA) e Escola Superior de Saúde (ESSUA). Estes 10 cursos aguardam registo pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES).

Segundo o Reitor Manuel António Assunção, é expetável que a entrada em funcionamento dos 10 CTeSP a aguardarem registo pela DGES totalizem cerca de 400 alunos na UA.

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