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Investigação
Projeto termina no final de janeiro
“Wind & Biodiversity” sugere gestão integrada e adaptativa para Parques Eólicos
Projeto
“É necessário avançar-se com uma gestão integrada e adaptativa de cada parque eólico, com principal incidência nos que ainda poderão vir a ser construídos”. O alerta consta das conclusões do projeto “Wind & Biodiversity”, uma parceria entre a Universidade de Aveiro (UA) e a BIO3, numa seminário que decorreu a 15 de janeiro, na Reitoria da UA. A sessão de apresentação e debate das conclusões envolveu cerca de 80 participantes, desde investigadores a organismos da administração central, passando por estudantes, empresas e organizações não governamentais (ONG).

A gestão integrada e adaptativa de cada parque eólico implica não só cuidados acrescidos na localização dos parques eólicos e das suas especificidades estruturais e funcionais, como também envolve a gestão do ecossistema que está mais próximo do parque eólico. Esta traz menos impactos para a biodiversidade local. De forma gradual e sistemática, essa gestão deve adaptar-se a eventuais mudanças que podem abranger alterações legislativas, alterações na estratégia do promotor e alterações no próprio ecossistema. Estas são as principais ideias que constam nas conclusões do projeto “Wind & Biodiversity” explicadas por Carlos Fonseca, coordenador do projeto pela UA e professor do Departamento de Biologia da UA.

As conclusões do projeto, que termina a 31 de janeiro de 2015,  foram apresentadas e debatidas no seminário “Wind & Biodiversity” que decorreu na Sala de Atos da Reitoria da UA a 15 de janeiro. Empresas de consultadoria ambiental, promotores eólicos, investigadores, organismos da administração central e local, ONG, estudantes, entre outros constavam entre os cerca de 80 participantes, sobretudo com atividade e interesses no sector da energia eólica. Todos enalteceram este evento de "fecho de projeto" que, na prática, acaba por ser de início de outros, pois muitas dúvidas e questões foram levantadas durante os quatro anos do projeto e que necessitam de ser respondidas, afirma o coordenador do projeto.

Na perspetiva deste investigador, a parceria entre a BIO3 e a UA - onde pontificaram o Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), o Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática (IEETA) e os departamentos de Biologia e Eletrónica, Telecomunicações e Informática – decorreu de forma extraordinária, merecendo ser um exemplo a nível nacional e internacional. A UA oferece, hoje em dia, um enorme leque de competências que, em muitos casos, são complementares às capacidades e necessidades das empresas.

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