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Investigação
“Euro4Science” ficou em primeiro ex aequo, entre os projetos aprovados
UA coordena projeto “CSI” europeu para combate ao abandono escolar
UA coordena projeto
Uma das primeiras candidaturas aprovadas ao abrigo do novo programa comunitário de apoio, o Horizonte 2020 (H2020), Erasmus +, Acção 2, “Cooperação para a Inovação, Educação Escolar” foi apresentada pela Universidade de Aveiro (UA) liderando uma Parceria Estratégica Europeia Transetorial e surge, em primeiro lugar, ex aequo, numa lista de projetos apresentados ao abrigo deste programa. Este projeto europeu, designado “Euro4Science”, pretende combater o abandono escolar no secundário com recurso a atividades científicas de ciências forenses, comuns em séries televisivas tipo “CSI”.

Encontrar vestígios de sangue de uma vítima numa peça de roupa? Isolar o ADN, de possível criminoso através de uma ponta de cabelo? Identificar uma espécie de planta, a partir da minúscula semente, para perceber onde decorreu um eventual crime? Estas são apenas algumas atividades comuns em séries televisivas policiais e podem vir a ser possíveis em escolas com a ajuda do projeto “Euro4Science”. Na realidade, o título do projeto é longo, mas torna claros os objetivos: “Euro4Science: Exploring ‘CSI Effect’ and Forensic Sciences to Boost the appeal of Science to Young People and Reinforce Interdisciplinarity in European High Schools”, ou seja, em linha com as orientações do programa Erasmus + e do H2020, no sentido de promover a transdisciplinaridade e o incentivo de práticas inovadoras nas escolas.

Trata-se de um projeto europeu, envolvendo nesta fase seis parceiros, nacionais e estrangeiros, coordenado por Luís Souto, professor do Departamento de Biologia, desde há anos responsável por várias iniciativas no âmbito das ciências forenses como os Cursos Livres e os estágios para jovens do programa Ocupação Científica de Jovens nas Férias. Balanceada pelo sucesso de atividades anteriores com as escolas e o público escolar e pelo sucesso das séries televisivas que fazem uso destes conceitos, a equipa formada por Luís Souto e pelas investigadoras Helena Moreira e Filipa Tavares viu as vantagens da aplicação da ciência num maior envolvimento e interesse dos alunos pela escola e propôs a candidatura num tempo recorde.

Nesta visão, os investigadores do DBio foram acompanhados por escolas, associações e entidades privadas de Portugal, Reino Unido, Polónia e Bulgária. Em Portugal, associaram-se o Agrupamento de Escolas José Estevão e a Inova+. Esta diversidade de entidades, para além dos conceitos e objetivos expressos no projeto, terão sido fatores importantes para o “Euro4Science” figurar em primeiro entre os projetos candidatos e aprovados para financiamento.

Público-alvo: jovens de 15-16 anos

O projeto dirige-se ao público escolar do 10º e 11º anos de escolaridade, com idades entre os 15 e os 16 anos, que corresponde à faixa etária em que se regista uma maior taxa de abandono escolar em Portugal. Para o projeto ser eficaz, à escala europeia, será feita uma análise dos programas curricular do ensino secundário nos países europeus. Segue-se um ponto da situação da experiência que já existe a nível europeu e na mesma área, um teste laboratorial das metodologias forenses que possam ser aplicadas no ensino secundário e o passo final será construir uma “tool box”, uma “caixa negra” contendo um “kit”, ainda em fase beta (experimental), com a indicação de metodologias a usar pelas escolas no desenvolvimento destas atividades. Em paralelo, decorrerá a formação de professores.

Ao contrário do que se pensa, esclarece Luís Souto, as atividades podem ser desenvolvidas num conjunto variado de disciplinas que constam dos programas do ensino secundário e não apenas nas aulas de Ciências da Natureza ou Química. Pode haver atividades associadas a esta temática, acrescenta, nas aulas de expressão dramática, de filosofia, entre várias outras.

Além da equipa base do laboratório de Genética Aplicada do DBIO colaboram no Projeto Isabel Martins e Lúcia Pombo (Educação) e Rosa Pinho (Botânica). O Projecto conta com um financiamento global de 282 000 euros.

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