conteúdos
links
tags
Campus
Design e Engenharia de Computadores e Telemática recebem trio de excelência
O João, o Pedro e a Leonor: os três estudantes da UA com a melhor nota de entrada de 2014
Pedro Martins, Leonor Flores e João Coutinho de malas feitas para a UA com uma vontade férrea de singrar
O João Coutinho, o Pedro Martins e a Leonor Flores não são ‘apenas’ três nomes entre os quase 2 mil novos estudantes que entraram este ano na Universidade de Aveiro (UA). Distingue-os o facto de terem sido os três melhores alunos da 1ª fase de candidaturas a apostarem o futuro na academia de Aveiro. As médias de 19 do João, de 18,98 do Pedro e de 18,7 da Leonor garantiam-lhes lugar em qualquer universidade do país. Mas foi a de Aveiro que escolheram para estudar Design – o João e a Leonor – e Engenharia de Computadores e Telemática – o Pedro. As médias que alcançaram são, no entanto, as únicas diferenças que os distinguem dos colegas do primeiro ano. Porque o nervoso miudinho natural de quem chega a uma enorme vida nova e a vontade de singrar são iguais a todos os novos alunos.

João Coutinho, Licenciatura em Design (média de entrada: 19)

Tem 17 anos e veio da Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro. Já desde o 10º ano que o João tem estabelecido o objetivo de entrar num curso de Design. “Não me lembro do que me fez escolher essa área tão cedo, mas neste momento o que mais me atrai nela é não poder ser completamente enquadrada como uma ciência nem como uma arte. Para mim é a melhor ponte entre as duas”, aponta o novo estudante da Licenciatura em Design da UA. “Estou também interessado na facilidade com que muitas outras áreas podem fazer parte do trabalho de um designer e nas experiências que isso pode vir a criar”, acrescenta.

Bateu à porta da UA com uma média de 19 valores. “Escolhi o curso de Design em Aveiro por causa da integração que este tem no programa Masters of European Design. Acho que é importante ter alguma experiência e reconhecimento fora de Portugal no fim do ciclo universitário e este programa pareceu-me uma boa forma de aí chegar”, diz.

Um dia o João sonha em trabalhar num estúdio de design, mas também quer experimentar projetos que liguem a área da sua paixão à música e ao cinema. “Só não quero ficar demasiado restringido a um trabalho muito fixo”, aponta.

Dos 19 valores que alcançou diz que não há segredo. Não se esquecer de que o que estava a fazer no secundário ia ser muito importante, “se quisesse ter alguma liberdade de escolha na altura da entrada na universidade”, foi uma grande ajuda para alcançar o êxito. “Isso e tentar interessar-me o máximo possível em todas as disciplinas, mesmo quando os professores não eram assim tão entusiasmantes”, explica.

Pedro Martins, Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática (média de entrada: 18,98)

O Pedro Martins estudou na Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga. Tem 18 anos, é de Pessegueiro do Vouga e sempre gostou muito de tudo quanto estivesse relacionado com computadores e de descobrir a infinidade de aplicações que estes podem ter. “Sempre tive curiosidade em saber como é que as pessoas conseguiram criar estas máquinas e também como as programaram. Além do mais, sei que é um curso de enorme sucesso e com uma vasta oferta de trabalho”, lembra o agora aluno do Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática.

Quanto a projetos para o futuro, depois de terminar o curso na UA, é simples: “Qualquer estudante pensa em arranjar emprego assim que acaba o curso mas, para já, ainda não penso nisso”.

E qual é o segredo para se alcançar uma média de 18,98? “Não sei explicar muito bem, mas estar sempre atento nas aulas é um dos truques. Sempre considerei que era meio caminho andado para alcançar boas notas, até porque, quando chega a altura de estudar em casa, a matéria já está muito melhor consolidada”, explica.

Leonor Flores, Licenciatura em Design (média de entrada: 18,7)

Escolheu o curso de Design na UA por diversas razões. “As principais terão sido a reputação do mesmo, a reputação da própria universidade e a vontade de estudar algo que realmente gosto”, diz Leonor Flores. Tem 18 anos, estudou na Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro, bateu à porta da UA com uma média de 18,7 e, confessa, traz um enorme desejo de estudar e trabalhar para repetir o sucesso no curso dos seus sonhos.

Desde 2012, ano em que frequentou a Academia de Verão no programa que a pôs em contacto com o Design da UA, não mais parou de pensar no dia em que seria aluna do Departamento de Comunicação e Arte. “Nesse verão conheci as instalações, alguns professores e um pouco daquilo em que consistia o curso o que me levou depois a consultar o plano curricular da licenciatura mais detalhadamente. Tive ainda a oportunidade de conversar com alunos do curso”, lembra. Essa experiência foi, talvez, “o fator que mais ajudou à minha escolha, já que na altura estava pouco convicta acerca daquilo que queria realmente seguir como carreira futura”.

No entanto, confessa, sempre sentiu uma certa atração pelo Design. “Lembro-me, desde muito pequenina, de passar por casas abandonadas e imaginar-me a reconstrui-las, a dar-lhes uma nova vida. Lembro-me de jogar The Sims para construir e decorar os lares ou centros comerciais, de fazer constantes remodelações de interiores à minha casinha de bonecas e de passar mais tempo a desenhar do que a ver televisão”, recorda a Leonor.

Mas, olhando em simultâneo para o passado e para o presente, o que mais atrai a Leonor no Design vai para além da decoração. “É o poder de criar algo inovador, o poder de resolver um problema de maneira muito prática e eficaz, o poder de dar uma nova vida a algo que já aparenta ter morrido”, explica a nova estudante da UA que sonha já em trabalhar um dia “em projetos que envolvam a criação ou recriação de soluções para problemas do quotidiano de um cidadão comum, sem nunca entrar em conflito com o meio ambiente”.

E para desmistificar a ideia de que há um segredo para se conseguir notas altas Leonor Flores deixa a receita: “Demorei algum tempo, mais do que teria sido melhor para mim, mas consegui perceber que os professores não nos querem fazer a vida negra mas sim ensinar-nos da melhor maneira que conseguem, e por isso, o nosso dever enquanto alunos é aprender com eles. Aliada a bastante trabalho, mas também a bastante descanso, esta ideia foi o 'segredo’ graças ao qual consegui atingir os meus resultados”

imprimir
tags
outras notícias