conteúdos
links
tags
Cultura
Alunos vão interpretar "Petite Messe Solennelle"
Concerto final da Classe de Coro do DeCA com Rossini
Coro DeCA
A obra "Petite Messe Solennelle", de Rossini, é o obra esolhida para o concerto final da Classe de Coro do Departamento de Comunicação e Arte, a 30 de maio, pelas 21h30, no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro. A obra "Petite Messe Solennelle" será interpretada sob a direção de António Vassalo Lourenço e acompanhamento ao piano de Valeriu Stanciu. Neste concerto participam ainda como solistas diversos alunos das Classes de Canto, Piano e Órgão. A entrada é livre.

Gioacchino Rossini (1792-1868) «Petite Messe Solennelle»

Quando aos 37 de idade, depois de ter escrito mais de 30 óperas que foram verdadeiros sucessos, Gioacchino Rossini atingiu o auge da sua fama com a estreia de Guilherme Tell e tudo levava a crer que a sua fulgurante carreira operística iria continuar, Rossini abandonou o teatro lírico e ficou praticamente afastado do movimento musical durante os 39 anos que ainda viveu.

Várias teorias se têm levantado na tentativa de esclarecer tão estranha atitude sem que, até hoje, se tivesse chegado a desvendar o mistério. A verdade é que, nestes quase 40 anos, Rossini apenas escreveu um punhado de obras, algumas com títulos irónicos ou mesmo maliciosos, como Pecados de Velhice, Valsa Lúgubre, Prelúdio Inofensivo ou Prelúdio Compulsivo em que o caráter da música está em contradição com estes títulos, e curiosamente as suas duas obras de inspiração religiosa mais importantes, a Petite Messe Solenelle e o Stabat Mater.

A Petite Messe Solennelle é, assim, uma destas últimas obras que Rossini compôs e à qual se referiu como “o último pecado mortal da minha avançada idade” tendo acrescentado ainda no fim da partitura as seguintes palavras: “Querido Deus. Aqui está terminada esta pobre pequena missa. Terei eu escrito música sacra ou música sagrada? Bem sabes bem que eu nasci para a ópera buffa. Pouco silêncio, um pouco de coração, e é tudo. Bendito sejas e garante-me um lugar no Paraíso”.

Composta originalmente para 12 cantores (quatro solistas SATB e coro misto), dois pianos e harmonium, a obra foi pensada por Rossini para ser apresentada numa sala de concerto e não numa cerimónia litúrgica ou num espaço religioso. De facto, dedicada à Condessa Pillet-Willtendo, foi estreada a 14 de março de 1864 numa capela privada. Posteriormente, foi orquestrada pelo próprio Rossini, entre 1866 e 1867, tendo sido apresentada nessa versão a 28 de fevereiro de 1869, três meses após a morte do compositor. 

imprimir
tags
evento relacionado
 
outras notícias