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Projeto da Universidade de Aveiro e do Ministério da Educação moçambicano
UA vai desenvolver em Moçambique sistema de acreditação do ensino à distância
Fernando Ranos (o segundo à direita) e uma equipa de técnicos do Instituto Nacional de Ensino à Distância moçambicano
A Universidade de Aveiro (UA) vai apoiar o Ministério da Educação de Moçambique na conceção e implementação naquele país de um sistema de acreditação de instituições do sistema nacional de educação que operem, ou pretendam operar, na modalidade de educação à distância, assim como dos cursos oferecidos neste formato.

O protocolo assinado entre a UA e o governo moçambicano prevê ainda que ao longo dos próximos dois anos, para além do apoio à definição e validação de critérios de qualidade que suportem os procedimentos de avaliação das instituições e dos cursos, a academia dê formação aos quadros locais do Instituto Nacional de Ensino à Distância (INED) e de instituições que tenham na sua oferta formativa o ensino não presencial.

“Trata-se um projeto que vai ser realizado em parceria entre a UA e o INED [entidade criada pelo Ministério da Educação de Moçambique para regular o ensino à distância], envolvendo especialistas em educação à distância das duas instituições”, explica Fernando Ramos, docente no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA e responsável pela coordenação do projeto. “O nosso principal objetivo é a criação, validação e implementação do sistema de acreditação que o INED irá utilizar, com especial ênfase para o quadro de referência de avaliação das instituições e dos cursos”, adianta o diretor do Programa Doutoral em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais do DeCA.

Em grande desenvolvimento em Moçambique, fruto do crescimento económico do país, da dimensão geográfica e da escassez de oferta de educação de qualidade, nomeadamente ao nível do ensino superior, a oferta de um ensino em que os alunos não tenham de estar presentes nas salas de aula tem seduzido nos últimos anos cada vez mais universidades moçambicanas. “Há um número alargado de instituições universitárias, públicas e privadas, mas também de nível médio, a pretenderem intervir neste tipo de oferta”, aponta Fernando Ramos.

No final do projeto, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, a UA quer apresentar um sistema de acreditação validado e estabilizado, aceite por todos os interessados, sejam entidades governamentais, instituições de ensino ou estudantes. “Teremos também em grande atenção a formação dos técnicos do INED e de quadros das instituições provedoras de educação à distância. Esta formação será, no essencial, realizada em Moçambique, embora também esteja prevista a deslocação de alguns técnicos do INED à UA”, descreve Fernando Ramos.

Esta parceria, aponta o responsável, “resulta, em boa parte, do prestígio que a academia de Aveiro conquistou nesta área em Moçambique, fruto dos bons resultados obtidos em outras intervenções anteriores”. Foi o caso do trabalho realizado pela UA entre 2008 e 2012 na Universidade Eduardo Mondlane, também na área do ensino não presencial, e que consistiu no apoio à entrada em funcionamento do Centro de Ensino à Distância daquela instituição moçambicana. 

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