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Divulgação de Ciência
Visita passou pelo Stresslab, Neurolab e Chrono/Basic Lab
Alunos da Figueira da Foz vêm à UA ver Psicologia na prática
Alunos da Figueira da Foz visitaram laboratórios de Psicologia
Cerca de 60 alunos da Escola Secundária Joaquim de Carvalho, da Figueira da Foz, que frequentam aulas de Psicologia no 12º ano, visitaram a Universidade de Aveiro (UA), a 7 de fevereiro, para umas horas de contacto com a investigação em Psicologia e perceberem melhor quais as suas aplicações. Após visitas às Unidades Laboratoriais Neurolab, Stresslab e Chrono/Basic Lab do PsyLab (Laboratório de Psicologia Experimental e Aplicada da Universidade de Aveiro), jovens e professores regressaram com a sensação de missão cumprida e com uma noção mais concreta dos conceitos de que falam nas aulas.

“Positivíssimo!”, comentava Fernando Lopes, professor de Psicologia na Escola Secundária Joaquim Carvalho, no final da visita aos laboratórios de Psicologia, no Departamento de Educação da UA. “Os alunos tiveram contacto com algo que não se consegue transmitir na sala de aula”, explicava, sublinhando de seguida: “A proximidade entre a escola e a universidade deve ser incentivada para que o aluno tenha uma ideia do que se faz e do que se produz na universidade, porque isto não é puramente teórico.”

A turma de Psicologia, após uma visita à Universidade do Porto, durante a manhã de sexta-feira, dedicou a tarde à investigação realizada na UA, dadas as referências que o docente da disciplina e promotor da visita já possuía da investigação produzida em Aveiro.

Estes laboratórios da UA recebem, com regularidade, visitas de escolas que procuram precisamente exemplos de tradução concreta dos conceitos da Psicologia. É o caso do Stresslab que estuda o stress, os seus efeitos nas atividades humanas e formas de o controlar. Já o Neurolab acolhe investigação sobre identificação visual de caras e os fatores de erro associados para fins criminais, sobre a avaliação que o cérebro faz de diferentes estímulos sensoriais e de estímulos com diferentes níveis de ativação emocional, sobre os traços fisionómicos identificadores da beleza, entre outros projetos.

No Chrono/Basic Lab os estudantes figueirenses conheceram estudos de três linhas de investigação distintas. Ouviram falar sobre vespertinidade e matutinidade, problemáticas relacionadas com a insónia e correpondentes de ativação cerebral, nomeadamente em termos das terapias psicológicas associadas, e de exemplos específicos de estudos neste âmbito. Puderam ainda conhecer estudos sobre os odores corporais e a possível identificação de pessoas por essa via, nomeadamente em termos criminais. Finalmente, foram-lhes apresentados estudos sobre a memória humana e processos de atenção, centrados numa perspetiva de estudo pouco comum na Psicologia – a perspetiva evolutiva, que tiveram oportunidade de experimentar diretamente. Todos estes projetos contam com a colaboração de outras instituições universitárias e de saúde portuguesas, assim como internacionais.

Hugo Graça, Filipa Guardado e Mariana Gonçalves, três dos alunos participantes, não esconderam o seu agrado e destacaram, no final da visita que decorreu no Departamento de Educação da UA, a utilidade do que ouviram para uma melhor compreensão dos conceitos ouvidos nas aulas, para o conhecimento da investigação que se faz em Portugal e para consolidar perspetivas de atividades profissionais futuras. Mariana Gonçalves considerou ainda mais útil a visita, tendo em conta o seu interesse em seguir Medicina.

A Universidade de Aveiro dispõe de formação em Psicologia nos três níveis de ensino, nomeadamente licenciatura, mestrado e doutoramento e as três Unidades Laboratoriais de investigação em Psicologia: Neurolab, Stresslab e Chrono/Basic lab.

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