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Grupos terminam formação a 24 e 27 de janeiro
Professores brasileiros fazem balanço “muito positivo” da formação intensiva na UA
Professores brasileiros em formação intensiva
A formação intensiva que professores brasileiros de Física e Educação estão a terminar na Universidade de Aveiro (UA), no âmbito do "Programa de Formação de Professores de Nível Avançado" da Fundação CAPES, finaliza a 24 e 27 de janeiro. Os formandos são unânimes em afirmar que o balanço é “muito positivo” e que regressam ao Brasil mais ricos científica e culturalmente. A organização desta formação permitiu consolidar a rede entre professores brasileiros participantes na formação e ampliar a rede da UA no Brasil.

Através da organização desta formação, em articulação com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), congénere da FCT no Brasil, a UA estabeleceu e ampliou a rede de contactos com o Brasil no sentido de se criarem “projetos de formação e atualização de professores do ensino secundário e de formação pós-graduada sob coorientação”. Outra das mais valias desta rede criada entre docentes no Brasil e entre esses docentes e Aveiro é a possibilidade de criação de “candidaturas fortes a projetos de mobilidade de alunos e ou docentes”, frisou a professora responsável pela formação no Departamento de Física, Maria do Rosário Correia.

Marco António Mendes de Oliveira vem de Brasília e leciona no ensino médio. Apesar de estar pela primeira vez em Portugal, é casado com uma portuguesa e por isso o país de Camões não lhe é totalmente estranho: “Todos nós brasileiros estudamos a história de Portugal desde pequenos porque interfere com a nossa. Mas não sabemos como é a realidade do país. Quando estamos aqui encontramos a nossa origem!”. Já tinha ouvido falar na UA porque teve aulas com docentes do Departamento de Física no Brasil. “Sempre foi um objetivo estudar na UA, porque já tive aulas com professores daqui no Brasil. Quando soube desta oportunidade, não hesitei. Foi difícil chegar cá, porque houve uma grande disputa, com avaliações em todos os níveis, mas consegui!”

Marco Oliveira ficou entusiasmado com a experiência: “Para mim esta formação foi um prémio, uma oportunidade sem igual. Acho que a estadia aqui foi ótima a todos os níveis: primeiro adquirimos conhecimentos na nossa área e depois ficamos com um certo estatuto por estarmos numa universidade de renome”.

Por seu turno, Everton Correia Ferreira, professor no ensino médio no Estado de Minas Gerais, também está pela primeira vez em Portugal e elogia a experiência: “Socializamos muito, conhecemos muitos colegas brasileiros de outros Estados, os professores da UA, a estrutura da universidade... As instalações são muito boas”. Durante a formação em Física, estes “alunos” tiveram ainda a oportunidade de visitar uma escola de Aveiro e ver in loco como funciona o ensino em Portugal. “Até essa visita que a UA proporcionou foi um acréscimo aos conhecimentos adquiridos por nós aqui”, frisou.

Tadeu Gilberto Leoni veio da Baía. Só conhecia Portugal como porta de entrada na Europa, em escalas que tinha feito no aeroporto de Lisboa. "Para nós é um complemento, uma outra forma de ver e de nos adaptarmos à nossa realidade no Brasil em relação à área da Física”. Tadeu Leoni afirma que esta é uma “experiência totalmente diferente” das que teve no passado, embora, em 2003, tenha tido contacto com professores da UA. "Escolhi a UA para fazer esta formação exatamente porque tinha boas referências”, acentua.

Balanço “francamente positivo” da formação faz também a responsável no Departamento de Física, Maria do Rosário Correia: “O grupo de professores que participou neste curso era bastante empenhado nas atividades propostas, o que motivou maior proximidade entre os docentes formadores e formandos”.

O Departamento de Física já proporciona formação graduada a alunos brasileiros, por exemplo através no Programa de Licenciaturas Internacionais. Para o futuro “pretende-se que o departamento continue a participar na formação e atualização dos professores Brasileiros do ensino médio através de propostas interessantes de formação”, afirmou a responsável, acrescentando: “Para além disso, julgo que o Departamento de Física está empenhado em continuar a manter contacto com os professores brasileiros participantes, divulgando a sua oferta de cursos de graduação e estágios de formação pós-graduada, tendo em vista motivar o interesse destes para a continuidade de formação na UA”.

Também a 27 de janeiro 25 formandos brasileiros – educadores de infância – terminam a formação no Departamento de Educação. Frequentaram 60 horas de um curso intitulado “Educação experiencial e qualidade em contextos de infância”.

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