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Reitor, antigos Reitores e diretores de departamento plantam 40 árvores no Campus
Em dia de aniversário a UA planta (literalmente) o futuro
Manuel António Assunção, Reitor da UA, planta um carvalho-alvarinho
Plantar uma árvore no Campus por cada ano de vida da Universidade de Aveiro (UA). Em dia de aniversário da academia, o gesto, protagonizado hoje 40 vezes pelas mãos do Reitor, dos antigos reitores e dos diretores dos departamentos, mais do que comemorar o passado da academia, quer deixar um legado para o futuro porque “nós não herdámos a terra dos nossos antepassados, pedimo-la emprestada aos nossos filhos”. O provérbio índio, levado muito a sério na UA, serviu de mote à plantação de 40 árvores de 13 espécies autóctones para que daqui a 40 anos, entre a biodiversidade do bosque, estudantes, professores e funcionários do amanhã – os filhos da atual UA - se lembrem que o futuro se semeia a cada dia.

“Plantar uma árvore é fazer uma boa ação para o futuro. É quase como ganhar a eternidade através daquele ser vivo e deixar um legado às gerações vindouras às quais temos a obrigação de dar o exemplo”, explica Rosa Pinho, investigadora do Departamento de Biologia (DBio) e responsável pelo Herbário da UA. “Podemos nem chegar a ver estas árvores na idade adulta, mas sabemos que elas vão fazer bem a muitos outros seres ao longo do tempo”, antevê a responsável.

Plantadas entre a Biblioteca e o Departamento de Educação – a primeira árvore foi plantada por Manuel António Assunção, Reitor da UA, em nome do antigo ministro da Educação, Veiga Simão, que não pode estar presente - as escolhas das espécies e do local “foram absolutamente criteriosas”. A cargo de Rosa Pinho e de Armando Costa, engenheiro agrário do DBio, o plano de florestação que a Reitoria incluiu na celebração do 40º aniversário da UA antevê o crescimento naquele local de “um ambiente mais puro, belo e aprazível fomentando uma melhor qualidade de vida neste Campus que se quer cada vez mais exemplar”.

Entre carvalhos, sobreiros, azinheiras, castanheiros ou pinheiros mansos, o futuro bosque pretende “minimizar o efeito do concreto armado que, embora seja constituído por edifícios de singular beleza e estética, será ele próprio valorizado pelo espaço envolvente”. Rosa Pinho garante que “as árvores vão atrair biodiversidade e colorir o espaço com tonalidades que vão variar ao longo do ano”. E num futuro não muito distante, projeta a bióloga, a nova área verde “poderá ser equipada com mesas e bancos que poderão ser utilizados para reuniões libertando o tão necessário espaço dentro dos edifícios”.

Para além daquela área, a equipa reitoral apontou mais dois locais de plantação, um deles no alinhamento dos edifícios seguintes à Reitoria, onde foram plantadas seis árvores, e o outro junto à ponte sobre o esteiro de São Pedro, onde já estão alguns arbustos, entre medronheiros, azevinhos e loureiros. Todas as espécies foram oferecidas pelo Grupo Portucel Soporcel que, além da dádiva, garantiu o transporte de árvores e arbustos desde os seus viveiros localizados em Setúbal até Aveiro.

E para que ninguém tenha dúvidas, Rosa Pinho relembra o porquê de plantar uma árvore, a par de ter um filho e escrever um livro, ser um dos deveres que cada Homem deveria levar à letra (e, por consequência, à terra): “As árvores regulam o clima, fixam o solo com as suas raízes, amortecem o efeito da chuva, diminuem a velocidade do vento e filtram-lhe as impurezas, reduzem o efeito do ruído, valorizam a paisagem, minimizam os impactos das urbanizações, proporcionam recreação física e mental, proporcionam emprego e oportunidades educacionais, abrigam diversos animais, fornecem madeira para os mais diversos usos e protegem rios e nascentes”.

Nota: As fotos do evento podem ser vistas aqui

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