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Trabalho abre caminho à criação de indicadores simples de usar
Artigo de investigadores da UA destacado na capa da revista ChemPlusChem
Equipa da UA estuda novos biomarcadores com base em porfirinas
O trabalho realizado por investigadores da Universidade de Aveiro, da unidade Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA), sobre a capacidade de deteção de iões metálicos (mercúrio, zinco, cádmio, etc.) nas fases sólida, líquida e gasosa por parte de benzoporfirinas e de porfirinas funcionalizadas na posição beta-pirrólica com unidades de tipo piridina foi destacado na capa da revista ChemPlusChem. Este trabalho abre portas à criação de novos indicadores de poluentes do ar, água ou mesmo de sistemas orgânicos, eficazes e fáceis de usar.

O ChemPlusChem é um periódico associado da prestigiada Angewandte Chemie International Edition e da Chemistry - A European Journal. A publicação em destaque resulta de trabalho realizado por investigadores do Departamento de Química da Unidade de Investigação “Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA)” e BIOSCOPE da Universidade Nova de Lisboa, tendo contado ainda com a colaboração de um investigador do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO), laboratório associado da Universidade de Aveiro.

artigo foca a capacidade de benzoporfirinas e de outras porfirinas funcionalizadas com grupos de tipo piridina detetarem iões metálicos em fase sólida, líquida e gasosa. Os compostos sintetizados são estruturalmente afins de compostos naturais como os do grupo heme de hemoproteinas.

Os derivados agora estudados, nomeadamente os de tipo benzoporfirina, mostraram particular sensibilidade ao ião mercúrio (Hg2+) apresentando na sua presença alterações espectroscópicas importantes. Estas alterações permitem a deteção de iões Hg2+ por mudança de cor em solução, ou quando o derivado se encontra imobilizado num suporte sólido. As propriedades emissivas são também significativamente alteradas com a presença de outros iões metálicos, pelo que os compostos agora divulgados poderão ser considerados como sensores fluorimétricos de alguns iões com relevância biológica, como é o caso do zinco, e ambiental, como é o caso do mercúrio.

Este trabalho é um importante contributo para o desenvolvimento de novos materiais passíveis de serem utilizados como indicadores, quer em aplicações ambientais, quer como biomarcadores. Embora haja ainda muito caminho para percorrer, este trabalho pode ser mais um passo para permitir, no futuro, detetar de forma rápida e sem necessidade de grande equipamento, certos tipos de poluentes ou substâncias também em fluidos orgânicos.

Estes resultados só foram possíveis devido à complementaridade dos vários grupos e investigadores envolvidos. O trabalho é assinado por investigadores da Unidade QOPNA (Nuno Moura, Amparo Faustino, Maria Graça Neves e José Cavaleiro), do CICECO (Sérgio Santos) e do BIOSCOPE da Universidade Nova de Lisboa (Cristina Nuñez, José Luis Capelo, Carlos Lodeiro). 

O grupo da Universidade de Aveiro é um dos principais grupos em Portugal envolvido na área da síntese de novos derivados porfirínicos e suas aplicações; mantém colaborações ativas com reconhecidos grupos nacionais e internacionais. A colaboração com o Grupo BIOSCOPE da Universidade Nova de Lisboa tem permitido estudar a aplicação de derivados porfirínicos como sensores de diversos iões metálicos, aniões e moléculas orgânicas.

A capa da revista ChemPlusChem com o destaque do trabalho dos investigadores da UA está disponível no ficheiro associado.

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