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Protocolo assinado põe academia de Aveiro no caminho da rentabilização da área florestal de Mafra
UA ajuda Tapada Nacional de Mafra a modernizar-se
O Reitor Manuel António Assunção a discursar durante a assinatura do protocolo entre a UA e a Tapada Nacional de Mafra
A Universidade de Aveiro (UA) vai colaborar na implementação do plano estratégico da Tapada Nacional de Mafra (TNM), um documento que define a gestão futura do espaço e que pretende a valorização das valências cultural, ambiental, florestal, cinegética e turística daquela área florestal do município de Mafra. Com a ajuda da UA, a direção da TNM quer criar condições para a autossustentabilidade económica do espaço, reduzindo assim a dependência da subsidiarização do Estado, que tem vindo a diminuir nos últimos anos.

“A UA irá prestar serviços em diversas áreas do saber, desde a biologia às ciências sociais, políticas e do território e ao turismo, de modo a que a TNM possa desenvolver e implementar o seu plano estratégico de uma forma sustentável e com base no conhecimento científico”, diz Carlos Fonseca. O investigador do Departamento de Biologia da academia de Aveiro que, juntamente com Alda Mesquita, presidente da direção da TNM, assume a coordenação científica e técnica da execução do protocolo assinado, aponta que, a partir de agora, “a Tapada de Mafra pode recorrer a um parceiro privilegiado, a UA, para sustentar trabalhos e atividades desenvolvidas neste espaço natural único”.

A parceria que envolve a academia de Aveiro, particularmente os departamentos de Biologia, de Ciências Sociais, Políticas e do Território, e de Economia, Gestão e Engenharia Industrial, e a Tapada de Mafra vai permitir a partilha de meios técnicos e infraestruturas tecnológicas para a realização de trabalhos de investigação, de ensino e de formação de recursos humanos e definição e execução de projetos comuns de investigação e desenvolvimento.

A realização de trabalhos de prestação de serviços, de iniciativa conjunta ou autónoma, a realizar por elementos de ambas as instituições em áreas de interesse comum e a disponibilização de informação científica, bibliográfica e de material didáctico são outros dos pontos que UA e TNM assinaram.

“A UA terá a possibilidade de participar diretamente na implementação do plano estratégico da TNM, nas mais diversas áreas do saber da nossa instituição, e de vir a utilizar a TNM como laboratório vivo para a realização de estágios e de teses académicas”, congratula-se Carlos Fonseca.

Criada em 1747 no reinado de D. João V, na sequência da construção do Palácio de Mafra, a Tapada tem hoje cerca de 1200 hectares recheados por uma grande diversidade de espécies animais e vegetais. O turismo rural, a caça, os percursos pedestres e os programas de observação da Natureza e de educação ambiental são algumas das atividades daquela área verde que a UA vai ajudar a incrementar e a rentabilizar.

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