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O futuro das universidades em destaque
Reitores e conselhos gerais reúnem na UA com Nuno Crato
O Reitor Manuel António Assunção e o Ministro Nuno Crato
A Universidade de Aveiro (UA) recebeu esta quarta-feira uma reunião conjunta entre o Ministro da Educação, Reitores e Presidentes dos Conselhos Gerais das universidades públicas portuguesas. Esta foi a primeira vez que o Ministro da Educação e Ciência Nuno Crato, que se fez acompanhar em Aveiro pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, se reuniu com todos os responsáveis máximos das instituições públicas de ensino superior.

O encontro, uma iniciativa de Manuel António Assunção, Reitor da UA, e de Alexandre Soares dos Santos, presidente do Conselho Geral da academia de Aveiro, em articulação com o Conselho de Reitores, teve como pano de fundo o debate sobre as orientações estratégicas para o futuro do Ensino Superior em Portugal.

“Nesta reunião tivemos oportunidade de discutir abertamente estratégias relacionadas com o financiamento comunitário para a educação”, referiu Nuno Crato. Em cima da mesa do encontro, “numa discussão muito geral e muito voltada para o futuro”, apontou o responsável, estiveram igualmente os temas da “educação a longo prazo, do papel das novas tecnologias da informação na educação e da internacionalização das universidades portuguesas”.

À saída da reunião, questionado sobre o futuro das universidades-fundações, Nuno Crato garantiu que “vai ser feita uma proposta de alteração terminológica mas a autonomia das fundações e o seu aspeto essencial mantem-se por completo”. O Ministro da Educação avançou que “a proposta vai ser discutida em conselho de ministros e apresentada em breve à Assembleia da República” e que não está em causa o futuro da figura das universidades-fundações. “Pelo contrário”, sublinhou o responsável que garantiu que “o regime atual das fundações universitárias é um regime que queremos manter, aprofundar e alargar com outro nome que será aprovado na Assembleia da República”.

UA a pensar a longo-prazo

Manuel António Assunção apontou que a reunião “foi organizada não para discutir o que está hoje a afetar as universidades mas o que nos pode vir a resolver os problemas a médio e longo prazo, de forma a permitir às universidades ajudar o país a sair da situação em que se encontra”. O Reitor da UA disse que o encontro serviu para identificar as questões chave do sistema de ensino superior. “Essas questões foram identificadas e está-se a trabalhar em conjunto para as desbloquearmos”, garantiu.

“Sabemos que o presente é difícil para todos. Não o é só para as universidades, mas para o país inteiro”, reconheceu o responsável. No entanto, apontou, “não podemos ficar sempre reféns do curto prazo. Temos que pensar que há questões, apesar da dificuldade do momento presente, que têm de ser discutidas para termos uma melhor sustentabilidade para os anos que aí vêm”.

Durante a reunião, desvendou Manuel António Assunção, “praticamente todos os assuntos considerados importantes para o Ensino Superior foram trazidos para cima da mesa”. A racionalização da rede de Ensino Superior, o estatuto da carreira docente universitária e a internacionalização das universidades foram alguns dos temas abordados.

No final do encontro, o presidente do Conselho Geral da UA, Alexandre Soares dos Santos, fez a pergunta: “Se não olharmos para a frente, como vamos resolver os problemas do presente?”. A resposta, segundo o responsável, também é feita “de esperança e vontade, e é o que os Reitores têm, uma enorme vontade de resolver os problemas”.

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