conteúdos
links
tags
Distinções
Distinção atribuída pela Sociedade de Senologia
Investigação feita na UA sobre cancro da mama premiada em congresso
Investigadoras Rosário Domingues e Luísa Helguero
As investigadoras do Centro de Espectrometria de Massa da Universidade de Aveiro (UA), Luisa Helguero e Rosário Domingues, foram distinguidas com um prémio pela Sociedade Portuguesa de Senologia, pela contribuição que o trabalho, que desenvolvem desde 2010, representa para o avanço no combate ao cancro da mama. O projeto tem como principal objetivo a identificação de marcadores de respostas celulares associados à malignidade tumoral.

O prémio atribuído a Luisa Helguero e Rosário Domingues refere-se à investigação sobre metabolismo dos lipidos e resposta hormonal no cancro da mama. Esta distinção ocorreu pelo contributo, sobretudo em relação à publicação científica das duas autoras em revistas internacionais, na área do cancro de mama, no ano de 2012.

Este trabalho científico sobre o cancro da mama decorre desde 2010 no grupo de espectrometria de massa da UA e centra-se sob duas linhas de pesquisa: o estudo de alterações do perfil lipídico e mecanismos que regulam a resposta hormonal.


Bloquear o crescimento do tumor

O cancro de mama continua a ser um dos tumores malignos mais comuns e a principal causa de morte em mulheres do mundo ocidental. Apesar das altas taxas de incidência da doença, os dados confirmam (89%) que quando o diagnóstico é realizado atempadamente, a esperança de vida aumenta, redobrando-se a eficácia do tratamento administrado ao doente.

A deteção precoce do cancro e, consequentemente, o tratamento iniciado numa fase prematura da doença aumenta a esperança de vida, proporcionando um maior controlo sobre o desenvolvimento da doença. O grupo de investigação, e a equipa que integra as duas cientistas da UA, tem desenvolvido investigação na área de estudo dos lípidos (lipidómica) com o objetivo futuro de definir marcadores associados a malignidade e a distintos graus de agressividade desta doença.

A investigação coloca no centro do estudo a caracterização o tipo e grau do tumor em causa, e a resposta que o mesmo dá a distintas terapias usadas em medicina, é ponto de partida para a equipa que, descreve desta forma o trabalho: «Sabemos que o tipo mais comum de cancro da mama necessita de estrogénio para o seu crescimento e que a terapia mais usada no combate ao cancro é o bloqueio da ação desta hormona. Mas sabemos também que, por vezes, o tumor resiste a esta terapia, desenvolve mecanismos alternativos e continua a crescer, criando metástases e estendendo-se a outros órgãos. A nossa equipa estuda que mecanismos alternativos são estes, com o objetivo de bloquear a possibilidade de estes constituírem opções ao desenvolvimento do tumor», explicam.

Esta homenagem do congresso de senologia representa um reconhecimento dos avanços na investigação «ao nível de caracterização das células nomeadamente a identificação de fosfolípidos característicos de células tumorais e fosfolípidos com alto potencial de metástases. Também temos identificado fatores do microambiente celular responsáveis pela ativação de mecanismos alternativos de crescimento em tumores dependentes de estrogénio», descrevem as investigadoras da UA.

Criada em 1989, a Sociedade Portuguesa de Senologia que organizou, este ano, a oitava edição do congresso, tem feito um importante papel de divulgação científica e da investigação realizada em laboratórios nacionais.

imprimir
tags
outras notícias