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Ensino superior inclusivo
Pela primeira vez, uma jovem com Trissomia 21 participou numa unidade curricular no Ensino Superior Universitário português
Departamento de Educação e Psicologia
Uma jovem com Trissomia 21 participou, plenamente, numa unidade curricular de uma licenciatura da Universidade de Aveiro (UA), no segundo semestre do ano letivo 2018-19. Esta foi uma das experiências que integrou o projeto-piloto, “Live INclUA”, inserido no programa doutoral em educação do Departamento de Educação e Psicologia (DEP).

Após a conclusão da escolaridade obrigatória, há jovens com Dificuldades Intelectuais e Desenvolvimentais (DID) - com limitações ao nível do funcionamento intelectual e do Comportamento Adaptativo -, que desejam continuar a sua formação académica, junto dos seus pares.

Um Ensino Superior (ES) inclusivo perceciona todos as pessoas como capazes de aprender e contempla todos os tipos de diversidade, encontrando respostas apropriadas para a aprendizagem de todos.

Nos últimos anos, a importância do ES tem vindo a ser reconhecida para jovens com DID, um grupo de estudantes para quem, no passado, era inacessível (e ainda continua a ser) este nível de ensino. Apesar do aumento das iniciativas de inclusão de estudantes com DID no ES ao nível internacional, em Portugal é, ainda, um processo recente.

Assim, pela primeira vez, no Ensino Superior Universitário português, especificamente, na Universidade de Aveiro (UA), uma jovem adulta com Trissomia 21, bem como quatro outros jovens com DID, integraram o grupo de participantes no projeto-piloto Live INclUA, participando em UCs da oferta regular da UA e/ou em UCs específicas, no segundo semestre do ano letivo 2018-19.

Este projeto tem como finalidade compreender como a inclusão de jovens adultos com DID pode ser efetuada em contexto universitário e quais as transformações que é necessário operar no sistema de Ensino Superior, nos níveis micro, meso, exo e macro sistémico. para o desenvolvimento do referido processo.

De acordo com o Planeamento Centrado na Pessoa, os objetivos, interesses, necessidades e expetativas de cada jovem participante motivaram as escolhas das UCs da oferta educativa regular da UA e subsequente participação nas atividades letivas, bem como das UCs projetadas especificamente, sob consentimento prévio dos respetivos docentes.

Os resultados preliminares sugerem que a inclusão e aprendizagem destes jovens no Ensino Superior é desejável e desejada, quer pelos próprios e suas famílias, quer pelos funcionários, estudantes e docentes da UA.

A equipa de investigação gostaria de agradecer vivamente, a colaboração e o envolvimento dos docentes, nomeadamente, Teresa Bettencourt, Teresa Neto, Margarida Cerqueira, Joaquim Alvarelhão, Marília Rua, Inês Guedes, José Geraldo, Paulo Rodrigues e Cecília Guerra.

O projeto insere-se na investigação em curso no âmbito da Tese do Programa Doutoral em Educação da UA, ramo de Diversidade e Educação Especial, da doutoranda Marisa Maia Machado (bolsa individual PhD FCT), sob orientação científica das Professoras Doutoras Paula Coelho Santos e Marilyn Espe-Sherwindt.

 

A equipa de investigação,

Marisa Maia Machado, Paula Coelho Santos, Marilyn Espe-Sherwindt

 

Contacto para mais informações:

Marisa Maia Machado

mamm@ua.pt

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