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Entrevistas
Pessoas UA: Diogo Almeida, estudante da Licenciatura em Física
“Tocar ao vivo para plateias que se deslocaram só para nos ver é das melhores sensações que poderíamos experienciar”
PessoasUA: Diogo Almeida
Na sua vida existem diversas paixões, mas nesta entrevista opta por destacar duas: são elas a física e a música! Diogo Almeida tem 19 anos, é estudante da Licenciatura em Física no Departamento de Física (DFis) da Universidade de Aveiro (UA), natural de Pombal – Leiria admite que a formação musical lhe ofereceu competências que atualmente coloca frequentemente em prática na vida académica.

Para além de estudar na UA, está associado a alguma atividade?

Faço parte de uma banda (guitarrista) que juntamente com João Gameiro (baterista), também estudante da UA, do Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática e João Job (baixista), estudante do Instituto Politécnico de Leiria, formamos uma jovem banda, os “Submarines in the Sky”. 

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Elementos da banda Submires in the Sky, da esquerda para a direita: Diogo Almeida, João Job e João Gameiro 

Também faço parte de um projeto chamado “Candle”. É uma banda de covers Rock, formada por quatro elementos (Cândida Gonçalves, vocalista e minha namorada, Mário João Reis, guitarrista e baixista, e Hernâni Ferreira, baterista) e que, agora, começou com o seu projeto de músicas originais. É uma formação da qual me orgulho.

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Foto do lado esquerdo: Diogo esteve num concerto com outras bandas (incluindo Submarines in the Sky e Candle Band). Foto do lado direito: Candle Duo no seu primeiro concerto na Escola Gualdim Pais em Pombal

Para além destes dois projetos, juntamente com a minha namorada e a minha irmã também tocamos num coro de igreja e atuamos em casamentos e batizados.

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Grupo coral da Igreja do Cardal de Pombal que Diogo faz parte

Comecei ainda a gravar algumas músicas para experiência pessoal. Quero perceber melhor como funciona este mundo e a publicá-las na plataforma SoundCloud sob o nome D.A.S.S.A.

Como surgiu a vontade de criar estes projetos?

Sobre a banda “Submarines in the Sky”, a música sempre fez parte de nós e foi, muito provavelmente, isso que nos uniu, não só como banda, mas como verdadeiros amigos. Somos apaixonados pela música, mesmo tendo ingressado em cursos de áreas distintas. Tocar ao vivo, em frente a plateias que se deslocaram até aquele preciso local só para nos ver é das melhores sensações que poderíamos experienciar. 

Já sobre os “Candle”, a sua formação ocorreu de uma forma espontânea. Comecei a tocar guitarra e a Cândida a cantar e daí surgiu a ideia de formarmos um grupo. De facto, acabamos por ser convidados a tocar em alguns locais. O público aderiu muito bem e, numa ocasião, fomos abordados para tocar num local mais festivo e animado. Então, falamos com uns amigos e surgiu a “Candle Band”, a banda, com a qual contamos para eventos e festas maiores.  

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Diogo e a Candle Band nas Festas de Vila Cã em Pombal

Os outros projetos surgiram porque gosto de música e porque quero mostrar aquilo que gosto de produzir.

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Colaboração da Candle Band com a banda Submarines in the Sky no bar da Capela de Nossa Senhora das Virtudes em Pombal

Que tipo de música tocam?

Somos uma banda de músicas originais portuguesas, compostas por nós, que misturam géneros que podem fluir desde rap até à música alternativa, ou até melodias melancólicas e calmas, que rapidamente se transformam num misto de sensações e emoções, e tudo isto tendo por base o Rock. Temos vindo a tocar ao vivo desde a formação da banda e temos já mais alguns concertos agendados, um deles é a Festa do Bodo em Pombal (festas da cidade).

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Foto da esquerda: Diogo com a banda Submires in the Sky na abertura da Festa do Bodo. Foto da direita: Diogo num concerto da Candle Band nas Festas de Santiago da Guarda, ambas em Pombal

Onde podemos ouvir as vossas músicas?

Estamos a regravar ideias antigas que estarão disponíveis em qualquer plataforma de distribuição musical online (Spotify, Soundcloud, Deezer, etc.) e conferir as nossas redes sociais (Facebook e Instagram), onde procuramos manter contacto com o público e informar sobre novidades dos Submarines!

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Concerto de grupos onde Diogo tocou na Candle Band nas Festas de Santiago da Guarda em Pombal

Porque considera importante estar inserido neste tipo de atividades?

O facto de a música se ter tornado num compromisso sério, com ensaios, montagem de palcos e concertos, tornou-me mais responsável e organizado. E esta formação musical deu-me competências que, atualmente, enquanto estudante coloco em prática.

Sente que o facto de estar integrado em tantos projetos mudou-o enquanto pessoa?

Sim, tornei-me mais maduro, responsável e organizado.

Há alguma história que o tenha marcado e que queira partilhar?

Uma vez, num concerto de uma festa de anos, uma rapariga vestida de cachorro quente, amiga da aniversariante, pediu para ir até ao palco ter connosco. Começou a contar anedotas e acabou lá a tocar. Foi uma brincadeira. 

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Rapariga vestida de cachorro quente a contar piadas enquanto a banda Submarines tocava no Ansão Rock Bar em Pombal

Numa única palavra como se define?

Diria sentimental. Estou na área da física porque tenho a paixão por esta área, tal como pela música. Faço tudo com sentimento, não levo isto como um trabalho, mas como uma paixão.

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Submarines in the Sky no Festival "Oh da Praça!" em Pombal

Quem são os seus ídolos?

Em Física: Galileu e Einstein.

Na Música: Thom Yorke, Jonny Greenwod e John Frusciante.

Um dia vou...

Ser reconhecido pelo meu trabalho numa conceituada revista.

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A série #PessoasUA pretende mostrar as estórias e vivências das pessoas que fazem a comunidade UA. Se conhece alguém que deva estar aqui retratado, envie-nos uma mensagem para noticias@ua.pt com as suas dicas.

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