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Opinião
(H)À Educação: Vanessa Souza, CIDTFF, Universidade de Aveiro
Verão, férias, família e… ciência?
Vanessa Souza escreve sobre férias com ciência
Para além da praia, boa comida, do descanso, do lazer, da aventura, da descoberta, que mais poderá querer para as férias? Porque não juntar ciência à equação? “Independentemente do local onde decorrerem as suas férias, seguramente encontrará pelo caminho, para além dos centros de ciência referidos, um dos mais de 430 museus existentes em Portugal”, sugere Vanessa Souza, num texto da série (H)À Educação, iniciativa do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF).

As férias escolares estão a decorrer e é preciso pensar em atividades interessantes para fazer com as crianças. Uma experiência de lazer, relaxante e divertida, é o desejo principal para passeios em família, sendo necessário ter em conta opções atraentes. Permitam-me, então, a sugestão: que tal levar a família a visitar um centro de ciência?

Quem espera encontrar nesse contexto de educação não-formal um ambiente pacato, certamente ficará surpreendido ao circular pelas suas coleções. Imaginem um espaço onde ações como questionar, experimentar, observar e descobrir são incentivadas a todo momento e a principal dinâmica para a visita é a interação.

Os centros de ciência são uma categoria de museu nos quais se estimula a participação ativa do visitante, por meio da experiência livre, direta e pessoal de explorar objetos reais em exposições interativas dedicadas a variados temas. Da biologia à matemática, a ciência e a tecnologia articulam-se com diferentes áreas do saber em dispositivos, módulos e outros recursos, despertando a curiosidade dos visitantes, o prazer pela descoberta e o contacto com a inovação tecnológica.

Investigações desenvolvidas no âmbito da Educação em Ciências reconhecem esses espaços como promotores de uma melhor compreensão das ciências e da aplicação dos conhecimentos científicos. Enfatizam, igualmente, a importância das visitas em família para a aprendizagem das crianças e o desenvolvimento de atitudes positivas face às ciências. Uma vez que configuram contextos que contribuem para uma aprendizagem ao longo da vida daqueles que os visitam, são particularmente recomendados à visita de famílias.

Existe em Portugal uma rede chamada Centros Ciência Viva, que reúne, até este momento, 21 instituições distribuídas por todo o país, inclusive Aveiro (Fábrica Centro de Ciência Viva). Esta rede tem o compromisso de promover a educação e a cultura científicas, para diferentes públicos, tendo especial atenção aos grupos mais jovens (veja mais em: http://www.cienciaviva.pt/centroscv/rede/). Seja a astronomia ou a arqueologia, a vida no fundo do mar ou o habitat de morcegos, a navegação ou a robótica, ao articularem a história e a cultura local, os centros de ciência convidam os visitantes a embarcarem numa viagem lúdica e interativa.

Independentemente do local onde decorrerem as suas férias, seguramente encontrará pelo caminho, para além dos centros de ciência referidos, um dos mais de 430 museus existentes em Portugal (dados do PORDATA em 2017)! No entanto, se planear permanecer na região de Aveiro, da Arte Nova à pesca do bacalhau, não faltam opções de museus, científicos ou não, para conhecer (veja mais em: http://museusportugal.org/). O importante é desenvolver nas crianças, desde os seus primeiros anos, o gosto pelo conhecimento e a motivação para, quando adultas, continuarem a visitar esses espaços de preservação, contemplação e exposição do património científico e cultural da humanidade.

 

Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Vanessa Souza

Investigadora do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro

Email: vmsouza@ua.pt

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