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Entrevistas
Pessoas UA: Ricardo Beja, técnico superior no Departamento de Engenharia Mecânica
“Se pudesse queria viver num lugar ao sol, na Califórnia”
PessoasUA: Ricardo Beja
Se tivéssemos de nomear alguém para as categorias de mais versátil, proativo e dinâmico, seria Ricardo Beja. É um entusiasta por motos, convívios entre amigos, poesia, cinema, música, desporto e, claro, Engenharia Mecânica, não fosse ele Engenheiro Mecânico de profissão! Ricardo Beja é técnico superior no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) e é natural do Porto. Entre um vaivém de atividades, ele consegue transformar tudo o que está à mão em algo único e seu!

Há quanto tempo trabalha na UA?

Estou cá há 15 anos, cinco anos pela Fundação João Jacinto Magalhães e 10 anos pela UA.

Em que circunstâncias veio trabalhar na UA?

Fui convidado pelo Professor José Grácio, na altura, diretor do Departamento e diretor do grupo de investigação do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA).

Que funções desempenha no seu serviço?

Sou responsável por três laboratórios, pelos ensaios mecânicos, soldadura, engenharia de superfícies e faço ainda peritagens para o Tribunal pelo Departamento de Engenharia Mecânica.

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Ricardo Beja é Engenheiro Mecânico no Departamento de Engenharia Mecânica

Se não tivesse a profissão que tem, o que gostaria de ser?

A minha mãe diz em tom de brincadeira: se eu queria ser mecânico, porque fui para a Universidade? Eu respondo-lhe que é mais fácil ser primeiro Engenheiro Mecânico e depois mecânico. (risos)

Quais as características que o definem?

Considero-me uma pessoa versátil, multifacetado, dinâmico e proativo.

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Ricardo Beja é um apaixonado por motos, encontros e convívios associados

De entre as diversas atividades em que está envolvido, gostaria de destacar alguma?

Sou DJ (de forma analógica vinil) com atuações por todo o país e estrangeiro.

Que género de músicas partilha em palco?

Sou influenciado pelo Rock’ n’ rol, Boogie-Woogie e pelo Surf dos anos 50, percorro naturalmente as editoras Motown de Detroit e Chess Records de Chicago, onde o forte passa pelo Rhythm and Blues, Soul, Funk, Gospel animando com um ritmo bem dançável e ‘swingado’ da Música Negra nas pistas de dança.

O festival Woodstock, a Era Hippie, o Rock Psicadélico e a contracultura do final dos anos 60 são uma forte influência.

A música Popular Brasileira, a Bossa Nova, e o Psicadélico estão sempre presentes nas minhas atuações. Com fronteiras bem abertas no panorama musical sou um agitador de consciências com desvio à moral e prometo não deixar ninguém indiferente na pista de dança!

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Ricardo Beja enquanto DJ em duas atuações: Uma em Aveiro (lado esquerdo) e outra em Espinho

Continuando com as restantes atividades:

Organizo um festival de surf “Engine & Boardculture Festival” e de motos chamado “Pistons & Fins”, em Espinho. Tendo por base a cultura urbana, o culto por motas, carros e surf, o Pistons & Fins apresenta este ano, na sua terceira edição, um programa diversificado, completo e para todos os gostos. É um festival com competições de surf, drag racing, concertos, que se farão acompanhar de boa música e street food a preceito.

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Ricardo Beja no festival de motos "Pistons & Fins" (foto da esquerda) e num convívio de amigos com o mesmo gosto em comum: motos

Sou ainda colaborador num festival de cinema no feminino, “Porto Femme”, que é um festival internacional de cinema em Portugal que visa dar visibilidade ao trabalho das mulheres cineastas (é a segunda edição este ano).

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Ricardo Beja é colaborador num festival de cinema no feminino chamado “Porto Femme”

E ainda, organizo desde 2015, um concurso de poesia “Poetry Slam Aveiro”, o objetivo é promover a escrita, cada concorrente usa a poesia escrita por si, aliando a interpretação em conjunto. No fim há uma final entre cidades em Lisboa, no Chapitô, e o vencedor vai a uma final internacional. Ainda durante o intervalo deste concurso há microfone aberto para quem não quer concorrer, mas quer mostras as suas escritas.

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Ricardo Beja faz parte da organização de um concurso de poesia “Poetry Slam Aveiro”

O que o fascina nessas atividades?

O facto de estar ligado à música, ao cinema, à escrita e ao desporto, faz com que se construam e se criem relações e pontes entre pessoas que têm os mesmos gostos e, claro, sou um fascinado pela engenharia mecânica.

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É bem notório o encanto e dedicação que Ricardo Beja tem pelas motas é uma adrenalina pura e saudável

Há algum momento, história ou experiência que o tenha marcado e que queira partilhar?

Fui tutor de um grupo de estudantes que participou na competição MotoStudent. Somos a equipa com mais baixo orçamento, com menos apoios e estamos no top4 em termos de países a nível mundial. A organização do evento riu-se quando viu o nosso orçamento, mas depois durante a competição construímos peças durante a prova e até ajudamos as equipas adversárias. Se houvesse o prémio ‘Fair Play’, esse prémio era nosso!

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Ricardo Beja foi tutor de um grupo de estudantes que participou na competição MotoStudent

Cheguei a recuperar uma moto portuguesa da marca “Casal” que ia para a sucata, tudo realizado pela minha mão. Participei com ela num concurso de motas competindo com BMW, Honda, Kawasaki, entre outras e no fim ganhei dois prémios.

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Esta é a mota que Ricardo Beja recuperou, foi a uma competição e ganhou dois prémios

Tem algum sonho que gostasse de ver realizado?

Se pudesse queria viver num lugar ao sol, na Califórnia.

De que mais tem saudades?

Como sou nostálgico, sinto saudades dos sítios que frequentava e que já não existem. Das pessoas com quem partilhava experiências que partiram para outras andanças. Mas estou sempre focado no futuro.

Um dia vou…

Conseguir comprar algo barato e vender caro, pois nunca o consegui fazer, não tenho jeito para o negócio! (risos)

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A série #PessoasUA pretende mostrar as estórias e vivências das pessoas que fazem a comunidade UA. Se conhece alguém que deva estar aqui retratado, envie-nos uma mensagem para noticias@ua.pt com as suas dicas

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