A cerimónia teve início com a intervenção do Reitor Paulo Jorge Ferreira e incluiu a apresentação da nova imagem do portal da UA. No final, e antes do almoço convívio entre os medalhados, tempo ainda para descerrar o quadro do antigo Reitor Manuel António Assunção, na Sala do Senado. Da parta de tarde, foi plantada uma árvore em memória do primeiro Reitor desta Universidade, o professor Vítor Gil, junto ao edifício III.
“A entrega de medalhas aos trabalhadores da UA é um momento de grande significado para todos, pelo convívio e pela alegria”, apontou Paulo Jorge Ferreira. “É uma ocasião em que partilhamos o orgulho de pertencer a esta instituição. Há 45 anos, a UA era um sonho, uma promessa. Hoje, é uma certeza. E o vosso trabalho tem sido fundamental para a fazer avançar rumo ao futuro”, referiu o responsável.
Durante o discurso, Paulo Jorge Ferreira chamou a atenção para um facto: “estas quase 200 medalhas representam, no seu conjunto, mais de 4400 anos de serviço a uma casa e uma causa que faz valer a pena cada hora. É um número extraordinário”.
Referindo que ao longo do tempo a Universidade foi crescendo e envelhecendo, “uma das prioridades da atual reitoria é contrariar esse envelhecimento e investir nas pessoas”. Por isso, recordou Paulo Jorge Ferreira, “temos recorrido aos instrumentos disponíveis para reduzir a precariedade, dignificar o emprego científico e criar oportunidades para os mais jovens”.
De referir que as medalhas entregues este ano, com um novo grafismo, assentam numa base de cortiça reciclável podendo ser devolvidas, via CTT (e de forma gratuita), para a Amorim Cork Composites.
Aposta no rejuvenescimento
Em consequência, e para o período de oito meses entre setembro de 2018 e 1 de maio deste ano, o número de trabalhadores doutorados cresceu 29 por cento, o número de mulheres cresceu 20 por cento, a fração de trabalhadores com idade superior ou igual a 55 anos desceu 15 por cento e a dos investigadores desceu 58 por cento. A idade média do conjunto de todos os trabalhadores, apontou o Reitor, baixou 2,3 anos e nos investigadores 3,7 anos. “Estamos finalmente a ganhar ao calendário”, congratulou-se.
O investimento em formação profissional dos trabalhadores cresceu mais de 300 por cento face a 2017. Em 2018, na sequência do descongelamento das carreiras, 640 trabalhadores tiveram uma alteração da sua situação profissional.
“Mas isto não chega”, referiu. Por isso, “lançámos concursos para pessoal técnico, administrativo e de gestão, que terão de ser complementados por outros”. Paulo Jorge Ferreira anunciou ainda que a “Administração prepara um plano de recrutamento voltado para as necessidades futuras dos serviços”. E há ainda concursos para investigadores e professores em execução.
“A aposta na qualificação e na valorização das pessoas é para continuar, porque são as pessoas que fazem a UA”, garantiu.
Novo portal já está online
Quanto ao novo portal da UA, Paulo Jorge Ferreira mostrou o resultado da primeira fase deste “trabalho colossal”.
“O portal destina-se sobretudo ao exterior, mas queremos que os nossos trabalhadores saibam da sua existência primeiro. O resultado mostra mais uma vez que a UA tem um enorme potencial para trabalho multidisciplinar, envolvendo estudantes e trabalhadores, docentes ou não-docentes, das nossas várias unidades”, sublinhou.
Fotos da sessão disponíveis em: