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Projeto desenvolvido na Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica
ESTGA ganha o 1.º prémio nas Jornadas SUPERA 2019
Equipa da ESTGA em destaque nas Jornadas SUPERA 2019
Um sistema baseado em sensores biométricos desenvolvido por estudantes da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica para doentes com esclerose lateral amiotrófica ganhou o 1º prémio nas Jornadas SUPERA 2019. Preparado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) para avisar os cuidadores do nível de urgência com que têm de se apresentar aos doentes, o trabalho pretende facilitar a vida a quem sofre de uma doença que perturba a comunicação e cujas limitações motoras impedem a ativação de campainhas convencionais.

Constituída pela docente Margarida Urbano e pelos estudantes João Ribau, Germano Rodrigues e Pedro Malheiro, todos da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica daquela escola politécnica da Universidade de Aveiro, a equipa que desenvolveu o sistema integrou também Marta Pinto da APELA – Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica do Porto e Lisboa.

Presente nas Jornadas Supera, destinadas a promover o conhecimento e divulgação do que de melhor se faz na área dos produtos e serviços de apoio facilitadores da acessibilidade/mobilidade de todos, com especial atenção para as pessoas com necessidades especiais, a equipa da ESTGA participou na Maratona de Desenvolvimento de Tecnologias de Apoio e Acessibilidade. Esta integrou oito desafios diferentes. A ESTGA-UA procurou dar resposta ao desafio 3 que visava apoiar pessoas com esclerose lateral amiotrófica com perturbações na fala e na comunicação e cujas limitações motoras impedem a ativação de campainhas convencionais.

descrição para leitores de ecrã
Estudantes de Águeda desenvolveram sensores biométricos usados pelo doente para avisar cuidadores

Visto tratar-se de equipamento fundamental, mas bastante dispendioso, o desafio lançado consistiu em encontrar uma solução para substituir ou permitir a continuidade de uso de uma campainha adaptada de dimensões pequenas, económica e cuja ativação não necessitasse de movimentos provocados por um segmento corporal, fala ou sopro.

A solução avançada pela equipa da ESTGA baseou-se em sensores biométricos, nomeadamente, no batimento cardíaco e eletromiografia. Os sinais destes sensores são usados para detetar duas situações de diferentes prioridades: uma de prioridade alta em que a presença do cuidador é urgente ou uma situação de menor prioridade em que a presença do cuidador não é urgente. De acordo com o tipo de situação, a campainha toca com frequências diferentes.

Após a apresentação das soluções encontradas para os vários desafios, o júri decidiu atribuir o 1.º lugar em ex aequo às equipas da ESTGA e da Bosh.

 

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