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Investigação
Jogo C-Mat tem versões em Lousada, Ovar, Castelo de Paiva e Penafiel
Matemática+património local+diversão = C-Mat
Tabuleiro do jogo C-Mat
Talvez se possa considerar uma espécie de jogo total. Desenvolve a cultura geral e o conhecimento das realidades locais, é didático porque apela a conceitos matemáticos adaptados a vários níveis de escolaridade, desenvolve certo tipo de soft skills e diverte, como jogo que é. Para já, há quatro versões municipais do C-Mat: Lousada, Ovar, Castelo de Paiva e Penafiel. O trabalho está a ser desenvolvido no âmbito da Linha Temática GEOMETRIX, do Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro (UA).

Pode ser jogado em casa ou na sala de aula. O objetivo é ser o mais rápido a obter todas as peças e a concluir um puzzle, um tangram, à medida que se acerta nas questões de natureza matemática contextualizadas no património histórico e gastronómico de cada município e materializadas num baralho de cartas desafio. As questões formuladas apelam a conceitos matemáticos adequados aos quatro níveis do 1.º Ciclo do Ensino Básico em concordância com os respetivos programas curriculares.

Os vários domínios da matemática que podem ser explorados estão identificados com etiquetas no canto da carta: GM (geometria e medida), NO (números e operações) e OTD (organização e tratamento de dado). As soft skills, como o pensamento estratégico e a comunicação interpessoal, são também exercitadas, dado que as peças do puzzle podem e devem  ser negociadas, explica  Ana Breda, professora do Departamento de Matemática (DMat) da UA e coordenadora da Linha Temática (LT) GEOMETRIX (http://www.cidma-ua.org/g-pt/), do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA/UA), no âmbito da qual se desenvolveu o jogo, tendo o professor Eugénio Rocha como cocoordenador.

Cada carta-desafio contém um grupo de quatro questões, ordenadas de acordo com o ano de escolaridade a que se destinam e contextualizadas em temáticas do património local. A pedido dos Agrupamentos de Escola e/ou das Câmaras Municipais, podem ser concebidas novas cartas desafio, tendo em conta uma temática patrimonial específica e/ou um nivelamento de grau de dificuldade dos desafios a superar (superior ou inferior ao do baralho inicial). Existem casas específicas no tabuleiro de jogo que permitirão ao jogador, se assim o entender, mudar de baralho. O professor que quiser propor o jogo na aula pode não só selecionar, se assim o entender, cartas desafio sobre um determinado domínio matemática (GM, NO ou OTD), como pode selecioná-las de baralhos de diferentes municípios.

Cerca de 3000 exemplares distribuídos

O jogo C-Mat foi concebido de modo a possibilitar o ajuste a diferentes metodologias e distintas abordagens, salienta a coordenadora do trabalho de investigação aplicada que conduziu ao jogo e que contou com a parceria da Academia EduScience (http://www.academiaeduscience.pt/)  e da LudoScience (http://www.luduscience.com/), para além da Câmara Municipal do município a que se refere cada edição.

Até agora, foram distribuídos cerca de 3000 exemplares no total das edições asseguradas pelos quatro municípios (Lousada, Ovar, Castelo de Paiva e Penafiel) e está a ser estudado o alargamento do C-Mat a mais municípios. O projeto prevê ações de formação com educadores para facilitar o contacto e a familiarização com o jogo e com as suas múltiplas vertentes.

À LT GEOMETRIX, coordenada por Ana Breda e cocoordenada por Eugénio Rocha, foi atribuído, em 2018, o Prémio de Inovação Científica e Tecnológica Engº Jaime Filipe, iniciativa do Instituto Nacional de Reabilitação, tutelado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Os projetos da LT GEOMETRIX são realizados por uma equipa multidisciplinar maioritariamente constituída por alunos dos 1º e 2º ciclos de várias áreas da UA, incorporando também alunos do 3.º Ciclo. Neste âmbito foi concebido e desenvolvido o ambiente digital LEMA (Learning Environment on Mathematics for Autistic children) que teve, como um dos suportes teóricos o trabalho de investigação realizado por Maria Isabel Santos, enquadrado no Programa Doutoral Multimédia em Educação, sob orientação das professoras Ana Breda e Ana Margarida Almeida (coorientação, Departamento de Comunicação e Arte), trabalho galardoado com o prémio europeu “EDF-Oracle eAccessibility Scholarship 2018”.

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