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Entrevistas
Pessoas UA: Lara Fahla, estudante da Licenciatura em Design
“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”
Lara Fahla
Lara Fahla tem 21 anos e frequenta a Licenciatura em Design da Universidade de Aveiro (UA). Nasceu em Londres, mas vive em Santa Maria da Feira. Está envolvida em algumas atividades como a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria da Feira e TEDxAveiro. Gosta de pintar retratos e paisagens em aguarelas. Considera que tudo o que não seja levado ao limite da perfeição ou do melhor que se pode concretizar, não é destacado tornando-se assim apenas mais um na sua área. Sonha trabalhar na área em que se está a formar, mas sempre com paixão e dedicação e não como uma obrigação.

Para além de estudar na UA, participa em algum tipo de atividade extracurricular?

Comecei a pintar aguarelas na secundária apenas por gosto. Uma colega pediu-me para fazer o seu retrato, depois outra e foi assim que começou. Divulgava os trabalhos nas redes sociais apenas como forma de entretenimento e, entretanto, as pessoas gostaram tanto que me pediam para fazer e pagavam-me o trabalho. Pinto essencialmente retratos em aguarelas que ficam com um ar realista, em tom pastel, as pessoas gostam pela transparência que a pintura transmite. Também pinto paisagens.

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Alguns dos trabalhos que Lara já pintou: Coliseu e Fonte de Trevi em Roma e pintura a aguarela a pedido de uma família 

Faço o grafismo para a revista na empresa onde a minha mãe trabalha, trato da publicidade e design de algumas atividades que a empresa vai tendo ao longo do ano.

Já participei no Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira onde durante o dia recortava e pintava máscaras para as crianças.

Sou voluntária na Viagem Medieval em Terra de Santa Maria da Feira, já estive na parte dos jogos das crianças, aqui, as crianças praticam jogos medievais e eu estou a interagir com elas. Ultimamente estou na bilheteira. Gosto muito deste evento por todo o espírito que a Viagem transmite.

 

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Lara durante a Viagem Medieval onde prestava apoio às crianças nos jogos medievais, nomeadamente na travessia do rio 

Recentemente estou na TEDxAveiro a auxiliar a parte da comunicação, como por exemplo a elaboração de rodapés, terei de elaborar vários tendo em conta os oradores. Ainda dou ajuda nas cantinas da UA, gosto do ambiente, é uma grande azáfama que para mim acaba por ser uma terapia, assim como outros trabalhos ligados à UA.

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Lara desenha os rodapés para o Diário de Aveiro sobre o TEDxAveiro

O que a fascina nestas atividades?

Fascina-me olhar para trás e sentir que contribui com algo pessoal, que conheci pessoas, que criei contactos, que conheci novas realidades, é bom acordar todos os dias com um motivo.

Numa única palavra como se define?

Sou perfecionista, não consigo entregar ou terminar algo sem considerar que dei o meu máximo. O curso que estou a frequentar na UA é o retrato disso mesmo. Tudo o que não seja levado ao limite da perfeição ou do melhor que posso fazer, não me destaco e sou apenas mais uma na área.

Alguma história que a tenha marcado e que gostasse de partilhar?

Lembro-me de uma vez na Viagem Medieval uma mãe nos ter agradecido pelo tempo que passamos com as crianças, e por tornar a Viagem ainda mais interessante e divertida para eles. Também me recordo de alguns acontecimentos em que as pessoas caíam num pêndulo que é uma corda agarrada a uma árvore, tipo “liana”, sempre que alguém caía era muito engraçado. Uma noite, veio uma mulher a deambular tentando praticar os jogos medievais, na travessia do rio caiu de chapa pendurando-se no pêndulo que a fez cair de barriga para baixo acabando por se rir dela mesma. É uma história um pouco extrema, mas proporcionou-nos momentos de riso, porque ela não se aleijou. 

Todas as experiências que tem vivido mudaram a Lara que é hoje?

Sem dúvida, tudo o que passei quer de bom quer de mau, ensinou-me a ser quem sou hoje, a tomar certas atitudes e escolhas na minha vida. Estas experiências que tenho vindo a concretizar, contribuíram para me relacionar mais, considero importante sabermos lidar e socializar com pessoas, o que nos torna mais sociáveis e com mais integridade e para mim é crucial.

Algum país que gostasse de conhecer?

Gostava de conhecer a Nova Zelândia, considero que é um país que tem pouco a mão do Homem, tudo muito natural tem paisagens lindas. Mas obviamente que gostava de conhecer outros países.  

Que sonho gostava de ver realizado?

Eu penso muito na expressão “escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida” não quero que o meu trabalho seja uma contrariedade, mas sim uma motivação. Quero sair todos os dias para trabalhar porque gosto daquilo que faço. É este o meu maior sonho!

Quem é o seu ídolo?

A minha mãe é a pessoa que me ama incondicionalmente, não teve uma vida normal de uma mãe, é uma lutadora, mãe sozinha com dois filhos há 13 anos, já passou por tempos muito difíceis e valorizo-a muito por tudo isto. Sinto que devia ser mais calma e mais grata para com ela.

Um dia vou…

Alcançar todos os meus objetivos e agradecer a todos que me apoiaram e ajudaram a construir quem sou. 

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A série #PessoasUA pretende mostrar as estórias e vivências das pessoas que fazem a comunidade UA. Se conhece alguém que deva estar aqui retratado, envie-nos uma mensagem para noticias@ua.pt com as suas dicas.

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